sábado, 17 de dezembro de 2011

tag cloud

Quando eu tinha doze anos, ainda acreditava em nomes - melhores amigos, namoradinho, rockeira, insira aqui um outro título. Mas aí, quando a ideia do namoradinho se perdeu num monte de boatos de escola e olhares de esguelha, quando os melhores amigos caíram por causa de fofocas aleatórias, e quando rockeira se tornou algo parecido com gente maluca, eu deixei de acreditar em nomes. Alguns deles machucavam mais do que traziam algum benefício, do tipo sentar sozinha durante o resto do ano, e ter como seus únicos amigos uma professora de Geografia e um professor de Matemática, que te viam chorar enquanto as pessoas se ocupavam em rir e fazer piadas só pelo fato de eu existir. Atravessar o corredor já era motivo de olhares e fofocas, piadas e xingamentos sutis.

É claro que eu nunca falei com meus pais sobre isso - e com ninguém, nem mesmo com meus professores -, sobre como eu me sentia.

Só porque eu parei de demonstrar qualquer coisa pra qualquer um deles, como se eu não ligasse e estivesse acima de tudo aquilo, não significa que não doía.

Ainda dói um pouco.


(mas acho que foi ali que eu decidi que não deixaria mais ninguém dizer por mim o que - ou quem - eu era. não importasse o quanto doesse)

Nenhum comentário: