quarta-feira, 30 de novembro de 2011

note to myself

don't try to look so wise.
don't cry 'cause you're so right.
don't dry with fakes or fears.
'cause you will hate yourself in the end.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

opened

Ontem foi um dia estranho. Desde às dez da manhã eu vinha recebendo mensagens dos meus pais dizendo que eles estariam sempre comigo, me dando todo o apoio que eu precisasse, e que eu podia confiar neles, que não precisava esconder nada deles porque eles me amavam acima de tudo.

É claro que eu pensei em nós duas - o único aspecto da minha vida pessoal sobre o qual eu não falava com eles.
 
Quando cheguei em casa, perguntei para o irmão do meio se eles sabiam de alguma coisa. A resposta dele foi "Carolina, eles são seus pais. Eles sabem de tudo". Eu pisquei algumas vezes antes de tentar confirmar "Tudo = eu?". Ao que meu irmão me respondeu com um "Não, na verdade eles sabem tudo sobre a política externa do país". E aí todas as coisas fizeram sentido de verdade.

E aí eu fui conversar sobre isso com o meu pai, que ficou me esperando ontem até tarde pra eu ter essa conversa. E aí eu o ouvi falar sobre como eu e meus irmãos estamos em primeiro lugar na vida deles, e aí eu o ouvi falar que ele só ficaria decepcionado comigo se eu matasse/roubasse/prejudicasse alguém, e aí eu o ouvi falar que ele só queria que eu fosse feliz, e aí eu o ouvi falar que ele me apoiaria sempre e não me abandonaria nunca, e aí eu o ouvi falar que eu não precisava ficar me preocupando com religião, com as pessoas, com a igreja, porque nossa vida pessoal é nossa vida pessoal, e a doutrina da igreja não devia mesmo ser levada ao pé da letra. E que tava tudo bem.
 
Foi depois desse discurso que eu contei sobre ela. Que eu estou com ela há dez meses, e que ela me faz feliz. E ele disse que tudo bem. E ele se só se preocupou em saber dos nossos estudos, e dos nossos planos pro futuro, e pareceu satisfeito em perceber que é sério e que queremos nos estabilizar e todo esse jazz. Ele disse que gostou dela. E que minha mãe gostou dela também. E que ele fica feliz em saber que as coisas estão bem.

Isso significa que quando ela voltar pra cá, eu vou poder apresentá-la do jeito certo, e a gente vai poder fazer coisas que casais normalmente fazem quando namoram em casa. Isso significa que quando ela voltar pra cá, ela não vai mais ser "a minha amiga". Ela vai ser "a minha namorada".

E isso me deixa realmente feliz.
 
 

 
 

 


 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

it's not hard to fall

Eu só queria conversar um pouco contigo. Dividir as coisas que estão passando pela minha cabeça, porque tem doído demais manter tudo aqui dentro e lidar com isso sozinha. Eu queria te mostrar como é que eu estou me sentindo, o mundo através dos meus olhos, e como ele está feio agora porque eu estou horrível por dentro. E eu não te chamaria se não fosse importante. E eu não tentaria falar, se eu não estivesse desesperada por isso. Porque eu estou cansada de ter essas conversas comigo mesma, e sair delas pior do que eu entrei. Eu não me ajudo, e eu queria e deveria poder me ajudar. Eu só sinto que estou presa nisso tudo e que eu não vou conseguir mais sair. Eu queria contar pra você. Que eu sei que só eu posso me ajudar desse jeito, mas que eu gostaria de te ver por perto, de ouvir sua voz, só pra eu ter certeza de que eu não tô sozinha, de que tem alguém do meu lado. E que tu não desistisse de mim só porque parece que nada vai entrar na minha cabeça. Você sabe que entra. O problema é que quando eu estou assim, as coisas ficam mais difíceis pra eu entender. Eu só preciso que você me faça respirar fundo. Que você me traga de volta, às vezes. Porque eu já comecei a procurar ajuda pra isso, eu estou determinada a cuidar pra que isso não aconteça mais ou não piore, mas quando acontecer, por favor, não me deixa sozinha. Fala comigo. Me deixa saber que você está aí, e que você está do meu lado. Porque isso é tão importante. Porque às vezes parece que se você não estiver, ninguém mais vai estar. E eu só queria tirar esse peso de mim.
 
 
when you float like a cannonball

...

Eu só queria poder conversar sobre isso sem levar esporro de alguém em algum momento.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

aquele momento estranho

em que você percebe que todas as coisas que te faziam feliz eram as mesmas coisas que faziam a outra pessoa infeliz.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

when we are both cats

Eu sempre fui muito apegada ao passado. E às vezes acho que o motivo disso são as coisas que fazem parte dele pras quais eu posso olhar e pensar que valeram a pena. Mesmo que tenham durado tão pouco tempo. Mesmo que o depois tenha sido catastrófico.

O que eu lembro, eu lembro pra garantir a mim mesma que talvez ainda reste um pouco de flor nisso tudo.

Não importa quão pouco seja.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

karma is a bitch

Ela: Fez o que a L pediu?
Eu: Ainda não. Tive que digitalizar o processo.
 
Ela: Mas já tava digitalizado, tava na pasta!
 
Eu: Eu sei. Eu dei uma olhada lá, mas tava vazia, daí eu fui digitalizar.
 
Ela: Não é possível! Você viu no lugar certo? No Tributário? Eu fiz isso hoje, você viu errado.
 
Eu: Eu sei que é lá, eu vi na pasta do processo e não estava.
 
Ela: Não, você viu errado. Você sabe que o número mudou, né? *aponta a pasta do processo antigo*
Eu: Sim, eu sei. Mas tinha uma pasta com o número novo, eu vi nessa pasta e nela é que não tinha nada.
 
Ela: Mas é impossível, eu fiz isso hoje, tem certeza que era o número novo?
 
Eu: Cara, tenho. É o número 1111.11.11.111111-1, tinha uma pasta com esse número, ela estava vazia, eu peguei o processo, digitalizei e salvei nela.
 
Ela: Isso, eu já entendi, tá? *abre a pasta do processo que eu falei* Tá vendo, tá aqui!
 
Eu: Sim, mas foi o que eu disse, esse é o que eu acabei de salvar. Se você der uma olhada no horário da modificação do arquivo, vai ver que eu salvei ele aí agora, 13:30.
 
Ela: Ah, ótimo! Agora o arquivo que eu coloquei aqui desapareceu misteriosamente! Sumiu! A gente salva os arquivos na pasta e eles resolvem ficar de brincadeirinha e se esconder da gente.
 
Eu: Cara, eu não tô dizendo que você não fez, e também não fui eu que sumi com o arquivo. Às vezes você pode só ter salvo na pasta errada, não sei. Acontece. O que eu disse foi que quando eu abri a pasta, ela estava vazia, só isso.
 
Ela: Ai, tá muito difícil trabalhar assim, sabia? Muito difícil!
 
Eu: O que tá muito difícil, Fulana? Eu só disse que a pasta tava vazia, daí eu digitalizei. Eu nem reclamei disso nem nada, eu não tô dizendo que você fez errado, até porque por algum motivo pode não ter salvo na rede, acontece, eu só comentei.
 
Ela: Eu não tô reclamando do processo, Carol, eu tô reclamando de você! De uns dias pra cá você tem estado chata, grossa, tá sendo muito difícil trabalhar assim, não dá não!
 
Eu: Cara, de verdade, eu não vou discutir com você. Se é isso o que você quer achar, tudo bem.
 
Ela: Eu também não vou discutir com você, vou ficar na minha aqui.
 
Eu: Ok.

observação

Apenas para evitar mal entendidos, o título do post anterior (para o caso da alemanha invadir a inglaterra) é uma referência à última frase dele (keep calm and carry on), e não necessariamente ao post em si. Tem a ver com a história do pôster britânico, do porquê dele ter sido criado, como vocês podem conferir aqui.

para o caso da alemanha invadir a inglaterra

Eu olho pra isso tudo e fico me perguntando o motivo para as pessoas continuarem fazendo suas provocações. Isso seria fruto ou consequência do que, afinal? Raiva? Mágoa? Mesquinhez? Imaturidade? Falta do que fazer? Eu não sei, sinceramente. Mas é meio triste que as pessoas não consigam, simplesmente, seguir em frente. Não digo esquecer - lembrar certas coisas é realmente importante -, mas apenas... seguir em frente.
 
Eu entendo os desabafos no calor do momento, eu entendo os desabafos quando eles vem dias depois (ou semanas, ou anos, tanto faz), eu entendo até xingamentos, se eles existirem, mas não entendo essa necessidade de provocar. Essa necessidade de esfregar na cara dos outros, de maneira sistemática e depreciativa, os erros deles, ou o que pensam ser os erros deles.
 
Não é o erro que me faz desacreditar em alguém. São coisinhas como essa, atitudes como essa, que fazem eu olhar para a pessoa e perder o respeito por ela. "Eu odeio que façam isso, mas vou fazer também só pra provar um ponto, ou só porque o outro pode fazer". Eu não acredito em ninguém que não seja fiel às suas próprias convicções. Eu não confio em ninguém que não seja fiel aos seus próprios valores.
 
E não é que eu esteja sendo radical, mas o que eu posso esperar de alguém que coloca tudo de lado - até as coisas nas quais acredita - só pra provar que está certo?
 
Eu olho pra isso tudo e digo a mim mesma:
 
Keep calm and carry on.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

s w u

Sabe quando você chega num ponto da sua vida onde tudo o que você pode pedir pra quem está a sua volta é que confiem em você? Porque você não tem mais nada a oferecer, nenhuma garantia, nenhuma prova, a não ser a sua palavra de que as coisas vão mudar, ou de que ao menos você vai morrer tentando fazer isso?
 
Acho que cheguei num desses momentos, e é meio desesperador. Eu sempre fui meio que discípula de Tomé, aquela coisa de ver para crer e tudo mais, então não ter absolutamente nada para fazer as pessoas olharem pra mim e verem em mim alguma credibilidade é um tanto quanto assustador. Como se eu fosse pra uma arena de cara limpa, sem espadas na bainha, na intenção de vencer uma causa perdida, e ainda quisesse gente torcendo por mim. Quer dizer, o ser humano é meio mórbido mesmo, mas quantos deles realmente gostam de ver uma tragédia?
 
Bem, eu só não acho que seja isso. Não acho que seja uma tragédia anunciada, assim como não acho que seja uma causa perdida. Mas talvez eu seja apenas ingênua. Na melhor das hipóteses, eu sou uma visionária! Eu não sei o que eu sou agora. Eu sei quem eu estou tentando ser - e eu gosto da pessoa que eu estou tentando ser.
 
Eu poderia dizer que estou fazendo isso pelos outros, e até certo ponto eu estou mesmo, mas eu estou fazendo isso muito mais por mim. Porque eu não posso nem vou ficar medindo a dor dos outros quando a situação aperta, mas eu tenho conhecimento da minha dor, e é dela que eu vou cuidar, e é ela que eu quero evitar, e é por isso que eu tenho que mudar. Tem que começar com alguém, afinal, e eu decidi que não ia esperar por mais ninguém, que seria por mim.
 
Nos últimos tempos eu ouvi muita gente falar sobre irredutibilidade, inflexibilidade. Mas acho que ninguém, nenhum lado, se deu o trabalho de considerar realmente que talvez o outro lado não estivesse tão maluco - e que talvez o outro lado não estivesse dizendo aquilo que o seu lado achou que ele quis dizer. Perguntar não ia doer em ninguém. Entender que a pergunta era só uma pergunta - e não um desafio ou ataque - também não. São apenas divagações, enfim.
 
Uma coisa que eu adoro no SWU é o significado do seu nome. É uma ideia tão simples, mas tão verdadeira no que se refere a mudança.
 
Não é com os outros. Não é com eles.
 
Começa sempre com você.