segunda-feira, 24 de outubro de 2011

[pause] ... [stop]

A primeira coisa que pensei quando vi a sua foto foi "Mas esse garoto tem a cara do Michael Cera!", e aí, como Juno, acabei me apaixonando e-. Não. Mas eu pensei mesmo que você tinha a cara dele.

Com o tempo, descobri que não era só a aparência, você tinha também todo o jeito dele em Nick and Norah's Infinite Playlist, você tinha aquela doçura que eu sempre achei muito bonitinha. E o fato de você gostar de Beatles me fez te mostrar uma das minhas cenas preferidas do livro, quando eles falam sobre todo o significado de "I Wanna Hold Your Hand", porque eu achei que tu fosse gostar. E acho que você gostou, no fim.

Você perguntou se eu já tinha escutado a música, e eu disse que não a original, só a versão de Glee. Você disse que a original não era tão legal, e que você tinha ficado muito feliz de terem gravado na versão de Across the Universe, que a versão era linda e eu precisava ver. Você me mandou o link dela, disse que tinha cenas do filme, mas que eu não precisava me preocupar porque não tinha tantos spoilers. Eu vi o vídeo, me apaixonei pela versão – e dessa vez de verdade -, e acho que foi ali que eu decidi que te chamaria de Nick.

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Em algum momento, você passou a me chamar de Norah, e eu perguntei se você se você fazia alguma ideia de quem ela era, pra estar me chamando daquele jeito. Quer dizer, Nick e Norah são o casal do livro e do filme, e não era como se fôssemos ou quiséssemos ser alguma coisa – qualquer coisa – parecida com isso. Mas acho que você não sabia, e eu também não ligava, porque no fim eu achava a relação dos dois muito legal, independente da pegação – eu sempre acreditei que Nick e Norah pudessem ser bons amigos, se quisessem ser apenas isso.

Mas então você já era muitas pessoas dentro de uma só, e então passou a ser meu Nick. Não que você fosse meu – você não é de ninguém, a não ser de si mesmo -, mas o cara que eu via era doce como o Nick, era legal como Nick, era divertido como Nick, era atrapalhado como Nick, e como só eu via a tal relação entre vocês, tem mais a ver com a minha visão de você, do que você ser, de fato, meu – ou de alguém.

De qualquer forma, eu realmente gostava desse casa. Ele era o cara que eu adorava chamar de amigo, o cara que eu gostava de encher o saco, o cara com quem eu queria sentar pra tomar um porre junto só porque seria muito engraçado; ele também era o cara que perguntava da minha faculdade, o cara que eu não conversava muito, mas que os poucos minutos conversando valiam o tempo sem se falar, e era o cara para o qual eu fiquei devendo muitos textos falando sobre o quão legal ele era e podia ser – a ponto de parecer que eu não me importava tanto com ele como eu me importava.

Esse era o Nick, e esse era você.

E, de verdade, eu ainda acho que esse cara seja você. Eu ainda acho que você é assim, doce, divertido, alegre. Mesmo que isso não tenha durado tanto tempo com ela, mesmo que você não seja mais assim comigo.

Só porque você deixou de ser o meu Nick, não significa que você tenha deixado de ser todas as coisas que eu via em você e que me faziam lembrar dele. Você ainda é o cara da descrição acima. Foi nossa playlist infinita que acabou sendo um fiasco, e ficou só naquela primeira música. I wanna hold your hand.

Mas acho que tá tudo bem pra quem não seguiu o canon desde o início, não é?

Se cuida.

Norah.

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