segunda-feira, 3 de outubro de 2011

30 de Setembro de 2011

the bitch is back

Reabri o blog.

Eu o havia fechado, pra início de conversa, não pra poder escrever coisas sobre as pessoas e elas não lerem – até porque eu sempre escrevi aqui com a esperança de que as pessoas lessem, heh -, mas sim porque houve um tempo – o tempo no qual eu fechei o blog, claro – em que eu estava desesperada e não queria que as pessoas olhassem pra mim.

Era assim:

“Parem, parem de olhar pra mim, parem de olhar aqui pra dentro, parem com isso!”.

E então eu fechei. Eu me expus ao longo do quê? Dois anos e mais um pouco? Pra de repente entrar em completo pânico com essa exposição. Foi uma sensação estranha. E acho que por algum tempo eu acabei me desassociando de mim mesma também – aliás, isso aconteceu e foi horrível.

Mas agora eu tô aqui. Na verdade, eu tô aqui já tem um tempo, só mantive as portas fechadas pra curtir mais um pouco esse momento sozinha – porque fechar o blog também fez eu me sentir sozinha entre quatro paredes, e isso me deu uma paz  de espírito que eu não imaginei que fosse ter por causa de um gesto do tipo. Eu gosto de ficar sozinha, às vezes – lembrando que ficar sozinha é diferente de sentir-se solitária. Um pouco, sim.

Bem, estou aqui agora. Voltei sem reformas, talvez sem grandes novidades, mas voltei enfim. E não sei o que isso significa. Só sei que é – como muitas das coisas são.



harder to breathe

Ela vem pra cá. A gente vai passar menos de dois dias juntas, mas ela vem pra cá. E meu corpo inteiro vem reagindo loucamente a essa ideia desde o início da semana, e não é só respirar que está difícil, mas também pensar, e me concentrar, e fazer qualquer outra coisa que não seja contar os dias até ela estar aqui – porque vai ser o show do Maroon 5, porque vai ser nosso aniversário de namoro, porque os dois meses desde que deixei o aeroporto de Congonhas parecem muito mais que dois meses. Ela vem pra cá, e ela vem hoje. E eu não poderia ser mais feliz.