sexta-feira, 12 de novembro de 2010

lembra mesura

Sentar e cruzar as pernas, descruzar as pernas e levantar, ficar inquieta e querer dançar. Dançar. Abrir os braços, então; olhos ao céu e preces sem destinatário, e quem sabe até um universo inteiro pra conceder? Dançar. Porque dançar sozinha ainda é dançar. Laços de pés e pontas dos dedos, se fazendo e desfazendo-se em si mesmos. Girar. Girar, girar e girar! Voltas em torno de si mesma e movimentos do mundo, pensando que talvez ela seja mesmo o mundo. Rir. Sorrir e rir, espremer os olhos e talvez gargalhar, são todas coisas muito diferentes mesmo. Cantar. Cantarolar porque é mais a cara dela, músicas antigas e músicas novas, até chover, até chorar, até cansar ou ao anoitecer, até clarear e talvez tombar, até até até morrer.
 
 
 
 
Olhos ao céu e preces sem destinatário, quem sabe o universo não concede?
 
 

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