quarta-feira, 27 de outubro de 2010

dear diary

Domingo à noite

Discuti no MSN durante três longas horas, e, coincidência ou não, fui dormir lá pelas três da madrugada.

Segunda-feira

Diarréia.
Vômito.
Enxaqueca (do tipo que até a luz de abajourzinho incomoda).
Windows Live Essentials 2011 (um cu, não instalem jamais).

Terça-feira

Saio do trabalho cedo pra encher o saco do Shade no trabalho dele. Espero o ônibus durante quinze minutos, e depois de pagar a passagem e passar a roleta descubro que ele está sem embreagem, que está andando a menos de 20km/h, e que ele vai ficar pela Central pra parar outro carro para que possamos entrar por trás desse segundo ônibus. Conclusão: faço em quase cinquenta minutos um trajeto de vinte minutos (ao menos não paguei outra passagem).

Daí que Shade e eu íamos sair do prédio cedo, pra lanchar cedo, porque os dois estavam morrendo de fome, mas daí aparecem alguns trabalhos pra ele fazer e saímos de lá só às 21h, então teríamos que comer no shopping a vinte minutos dali, porque a lanchonete que fica a três minutos do trabalho dele fecha realmente cedo. Quando estamos nos preparando pra sair acabo descobrindo que nenhum dos dois guarda-chuvas que costumam ficar na minha bolsa estão na minha bolsa, e é nesse momento que o mundo resolve se acabar lá fora chovendo.

Descemos. O porteiro diz que começou a chover forte tem uns quinze ou vinte minutos. Shade boy é um cara legal e me oferece o guarda chuva dele, com a condição que eu carregue a mochila dele também pra ela não molhar, e eu aceito, porque pelo segundo dia consecutivo estou com uma enxaqueca horrorosa e além disso não queria ficar gripada. Coloco as duas bolsas - minha e dele - na parte da frente pra não correr o risco de molhar nada, e acabo parecendo uma grávida e cansando como uma grávida com aquele peso nos meus ombros, a enxaqueca aumentando de maneira proporcional à chuva, enquanto shade boy e eu tentamos conseguir um táxi. Quando finalmente desistimos do táxi e decidimos ir de metrô, a chuva para.

Shade boy é um cara calhorda e atravessa correndo a Av. Presidente Vargas quando o sinal fecha, me deixando com as duas mochilas e um guarda chuva, além de uma enorme poça d'água que eu não poderia atravessar pulando por causa do peso extra, e que só pisando daria jeito. O que faço? ANDO NO MEIO DA PRESIDENTE VARGAS pra contornar a tal poça d'água e não molhar o pé. Quando volto pra calçada, enquanto espero o sinal abrir de novo para os pedestres, um carro alucinado me dá um banho e molha toda a parte de trás da minha roupa. Vinte segundos depois o sinal de pedestres se abre e é minha vez de atravessar ensandecidamente as pistas restantes da avenida.

Pegamos o metro, chegamos ao shopping, comemos. Na hora de descer, todas as escadas rolantes de descida estavam paradas. Estávamos no Botafogo Praia Shopping, mais conhecido como Botafogo Escada Shopping, e na praça de alimentação do último andar. Descemos os oito andares do shopping do jeito normal mesmo, degrau por degrau. Se fosse mais cedo, eu iria de metrô, mas acontece que estava tarde demais pra pegar um ônibus na estação que eu costumo descer, porque eles param de circular cedo, e andar até depois do viaduto por um caminho sinistro e escuro num tempo tendenciosamente chuvoso sem um guarda-chuva não era minha intenção. Quarenta reais de Botafogo até a minha casa.

Quarta-feira, mais cedo

Acordo cedo, me arrumo para o trabalho. Meu pai menciona que vai de táxi para o trabalho e eu peço uma carona. Como de táxi o tempo de viagem fica consideravelmente menor, faço as coisas com mais calma até terminar de me arrumar. Termino de me arrumar e vejo meu pai todo enrolado com as coisas dele sem previsão para ficar pronto. Me desespero. A hora passa e nem indo de táxi vou chegar cedo, porque já está tarde demais pra isso, e tudo indica que ele sairá ainda mais tarde do que já é. Resolvo ir de ônibus mesmo.

O ônibus está atrasado, o que significa que no segundo ponto dele todas as cadeiras já estão ocupadas, menos as preferenciais. Sento em uma das preferenciais e um minuto depois entra uma senhora que mal consegue ficar em pé. Levantando e cedo meu lugar pra ela. Tudo bem, vou ouvindo música, e espero que seja rápido. Eu em pé, o ônibus lotado porque é quarta-feira e esse ônibus passou com atraso de meia hora ou mais, fico presa num engarrafamento durante meia hora por causa de um acidente. A enxaqueca volta, pelo terceiro dia consecutivo. Durmo em pé. DURMO-EM-PÉ. Numa curva, meu joelho cede e quase caio no chão, mas reflexos estão aí pra isso. Quando o ônibus começa a esvaziar, sendo no chão. Sim, sento NO CHÃO, encosto no vidro atrás do motorista e começo a dormir.

Acordo, salto no meu ponto, pego um táxi pra não ter que esperar mais quarenta minutos por outro ônibus, e o táxi me cobra 10 reais pra não me deixar dentro da empresa (coisa que ele podia ter feito, depois só fazer a volta no estacionamento).

Quarta-feira, neste exato momento

Preciso dormir desesperadamente.
Estou determinada a ficar com um humor legal o resto do dia.

Um comentário:

.moony. disse...

gente, que caos o_o

[]