domingo, 31 de outubro de 2010

tecla verde confirma

Eu cansei dessas eleições. Dos cadidatos, das piadas, dos eleitores. Essa porra tá parecendo a décima edição do Big Brother, e eu sinto que tem dois Dourados na final, como proceder? Eu não quero que o Serra vença, de verdade. Ele andou fazendo umas alianças muito imbecis, e o discurso dele mudava mais que troca de canal num dia de domingo. Já a Dilma pra mim é marionete do Lula, cara. Não confio, não consigo gostar da ideia de ter um mesmo partido no poder durante DOZE ANOS, e se pá por dezesseis, quando o Lula se reeleger (porque se ele não tiver morrido, é bem possível que ele tente se reeleger e consiga), ou então a própria Dilma. Não consigo gostar disso quando o país é pluripartidário, saca? E não consigo me sentir confortável e à vontade com os eleitores da Dilma, brother, socorro! Sinto como se tivesse perto da gente louca que apoiava o Dourado e fazia dos ensinamentos dele uma religião, praticamente. É bizarro, até, eu ter mais receio e pavor dos fiéis do que da personalidade em si, mas aconteceu e é isso aí. De eu ter PÂNICO do meu twitter e ver gente apontando o broche vermelho (ou tucano, embora tenha visto BEM POUCO disso na minha timeline) como se apontasse uma cruz ou uma bíblia. MANO! QUERO FUGIR DESSA PORRA. Eu sei que fiquei bem chata na época da copa, mas cara, não ficava tentando empurrar isso pra ninguém não, postava no tópico do assunto e torcia nos dias dos jogos, DEU! Só fico doente mental assim quando tem Big Brother, e agora que descobri o tweetdeck resolvi que para poupar minha timeline dos surtos - se houver, se eu acompanhar o programa -,vou ficar logada em outra conta só pra isso. Sei lá, meu. Tô aliviada que hoje acaba a porra toda, tô aliviada de saber que a baixaria na TV vai terminar, onde um fica apontando merda do outro, que nem irmãos vingativozinhos, saca, que tentam escapar da bronca dos pais culpando o outro. Tô de saco cheio dessa gente se achando a última bolacha do pacote, os donos de todas as convicções políticas e partidárias e da razão. AMIGO, CONVICÇÃO DE CU É ROLA, BEIJONÃOMELIGA. Tomei um ódio da porra, mano, ódio da porra. Quantas vezes vou precisar apertar a tecla-verde-confirma pra essa merda acabar de uma vez?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

graduação

Eu quero contar que essas cicatrizes não me dóem mais. Quero contar que tudo isso parece fazer parte de uma outra vida, e que já não incomoda nem lateja nem nada. Quero dizer que o planeta voltou a girar no eixo certo, e que as coisas estão boas, e que a vida está boa, e que eu estou bem como não estava há meses. O nono andar da UERJ já não assusta mais.

i know, i'm the star in somebody else's sky

Nos últimos dias não tenho postado aqui porque tenho escrito algo que me faz ter vontade de parar em todas as portas de bar da Lapa à procura da minha imagem perfeita de romantismo contemporâneo. É o tipo de coisa que me faz ouvir Blink 182 a uma da manhã de uma recém quinta-feira pensando que essa banda foi soundtrack de uma série de situações ao longo da minha vida, e que não deixa eu me importar com o fato de ser Blink 182 ao invés, não sei, Queen. Eu não tenho ligado pra tantas coisas, ultimamente, mas não significa que eu esteja apática, longe disso. Não estou indiferente nem nada, eu só não estou perdendo tempo ligando pra coisas que me poderiam me chatear.

Gosto de pensar nisso e de chamar isso de paz de espírito.

Mas olha, é uma sensação gostosa. E tenho tanta coisa pra falar, pra contar! Sobre como tudo mudou dentro da minha cabeça e do lado de cá da minha retina, que fez com que as coisas lá fora parecessem todas diferentes. Confesso que quando me sinto assim, tão em paz, fico com medo de morrer. É que a sensação é tão boa, tão boa, que eu penso que não teria tanta sorte assim de continuar viva depois de tê-la.

Deixa eu te contar um segredo? Mais um dentre os tantos outros que já contei aqui? Eu tô feliz. Eu tenho tanto pra contar, me sinto apaixonada de novo, pela vida e pelas pessoas, mas de um jeito diferente. Eu me sinto viva de novo, eu sinto que posso abraçar alguém e que isso pode ser verdade. Eu acho que descobri algo nesse meio tempo, mas ainda estou ansiosa demais pra conseguir explicar, pra conseguir dissertar a respeito.

Blink 182, bandas de rock, all star - sempre todas as estrelas. Não sei, eu poderia viver isso pra sempre. Você não?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

toda história tem dois lados

Domingo à noite

Eu discuti durante três horas e fui dormir às três da manhã, mas o dia inteiro foi de risos e empolgação com ideias legais e divertidas e queridas. No fim da noite e início da madrugada, eu não estava estressada nem irritada, só cansada mesmo. Dormi bem e sem preocupações.


Segunda-feira


Eu passei mal, mas as pessoas se preocuparam, correram atrás de remédio pra mim, tomaram conta da minha alimentação, se importaram em saber como eu estava... E mesmo quando o site do Windows Live Essentials não me deixava baixar a versão antiga, só a nova, a Júlia me indicou um outro programa de mensagens instantâneas e a Giu me lembrou onde conseguir a versão antiga do messenger.


Terça-feira


O ônibus que peguei quando saí do trabalho estava ruim, mas o motorista foi legal o suficiente pra deixar as pessoas o mais próximo do destino delas, que foi a Central. Ele podia simplesmente ter deixado nego no viaduto e foda-se, mas ele só seguiu com o carro porque a maioria ia descer lá mesmo, e foi o que aconteceu.

Shade e eu tomamos um pseudo banho de chuva, mas foi uma noite divertida, a gente riu do momento em que eu cheguei no trabalho dele até o momento em que ele me ligou, eu já no táxi, pra dizer que tinha esquecido que podia ter me pedido carona, já que eu passei quase em frente ao prédio dele.

Eu não sabia ir de Botafogo para a minha casa, e o taxista conhecia o lado do meu bairro que eu não conhecia. Ele podia ter me enrolado e ter dado várias voltas pra que a corrida ficasse mais cara, mas o tempo inteiro ele tentou me ajudar e tentou fazer o melhor caminho possível pra mim - inclusive um que eu conhecesse.


Quarta-feira, mais cedo


Eu levantei e cedi meu lugar para a senhora, e ela se ofereceu para segurar minha bolsa. Quando tive que levantar para saltar do ônibus, ela me entregou a bolsa e desejou um bom dia pra mim. Desejou um bom trabalho, e que eu ficasse com Deus.


Quarta-feira, agora


Não importam quantas pequenas coisas chatas tenham acontecido nesse início de semana, tem umas pequenas coisas boas que estão compensando tudo isso de uma forma adorável.

dear diary

Domingo à noite

Discuti no MSN durante três longas horas, e, coincidência ou não, fui dormir lá pelas três da madrugada.

Segunda-feira

Diarréia.
Vômito.
Enxaqueca (do tipo que até a luz de abajourzinho incomoda).
Windows Live Essentials 2011 (um cu, não instalem jamais).

Terça-feira

Saio do trabalho cedo pra encher o saco do Shade no trabalho dele. Espero o ônibus durante quinze minutos, e depois de pagar a passagem e passar a roleta descubro que ele está sem embreagem, que está andando a menos de 20km/h, e que ele vai ficar pela Central pra parar outro carro para que possamos entrar por trás desse segundo ônibus. Conclusão: faço em quase cinquenta minutos um trajeto de vinte minutos (ao menos não paguei outra passagem).

Daí que Shade e eu íamos sair do prédio cedo, pra lanchar cedo, porque os dois estavam morrendo de fome, mas daí aparecem alguns trabalhos pra ele fazer e saímos de lá só às 21h, então teríamos que comer no shopping a vinte minutos dali, porque a lanchonete que fica a três minutos do trabalho dele fecha realmente cedo. Quando estamos nos preparando pra sair acabo descobrindo que nenhum dos dois guarda-chuvas que costumam ficar na minha bolsa estão na minha bolsa, e é nesse momento que o mundo resolve se acabar lá fora chovendo.

Descemos. O porteiro diz que começou a chover forte tem uns quinze ou vinte minutos. Shade boy é um cara legal e me oferece o guarda chuva dele, com a condição que eu carregue a mochila dele também pra ela não molhar, e eu aceito, porque pelo segundo dia consecutivo estou com uma enxaqueca horrorosa e além disso não queria ficar gripada. Coloco as duas bolsas - minha e dele - na parte da frente pra não correr o risco de molhar nada, e acabo parecendo uma grávida e cansando como uma grávida com aquele peso nos meus ombros, a enxaqueca aumentando de maneira proporcional à chuva, enquanto shade boy e eu tentamos conseguir um táxi. Quando finalmente desistimos do táxi e decidimos ir de metrô, a chuva para.

Shade boy é um cara calhorda e atravessa correndo a Av. Presidente Vargas quando o sinal fecha, me deixando com as duas mochilas e um guarda chuva, além de uma enorme poça d'água que eu não poderia atravessar pulando por causa do peso extra, e que só pisando daria jeito. O que faço? ANDO NO MEIO DA PRESIDENTE VARGAS pra contornar a tal poça d'água e não molhar o pé. Quando volto pra calçada, enquanto espero o sinal abrir de novo para os pedestres, um carro alucinado me dá um banho e molha toda a parte de trás da minha roupa. Vinte segundos depois o sinal de pedestres se abre e é minha vez de atravessar ensandecidamente as pistas restantes da avenida.

Pegamos o metro, chegamos ao shopping, comemos. Na hora de descer, todas as escadas rolantes de descida estavam paradas. Estávamos no Botafogo Praia Shopping, mais conhecido como Botafogo Escada Shopping, e na praça de alimentação do último andar. Descemos os oito andares do shopping do jeito normal mesmo, degrau por degrau. Se fosse mais cedo, eu iria de metrô, mas acontece que estava tarde demais pra pegar um ônibus na estação que eu costumo descer, porque eles param de circular cedo, e andar até depois do viaduto por um caminho sinistro e escuro num tempo tendenciosamente chuvoso sem um guarda-chuva não era minha intenção. Quarenta reais de Botafogo até a minha casa.

Quarta-feira, mais cedo

Acordo cedo, me arrumo para o trabalho. Meu pai menciona que vai de táxi para o trabalho e eu peço uma carona. Como de táxi o tempo de viagem fica consideravelmente menor, faço as coisas com mais calma até terminar de me arrumar. Termino de me arrumar e vejo meu pai todo enrolado com as coisas dele sem previsão para ficar pronto. Me desespero. A hora passa e nem indo de táxi vou chegar cedo, porque já está tarde demais pra isso, e tudo indica que ele sairá ainda mais tarde do que já é. Resolvo ir de ônibus mesmo.

O ônibus está atrasado, o que significa que no segundo ponto dele todas as cadeiras já estão ocupadas, menos as preferenciais. Sento em uma das preferenciais e um minuto depois entra uma senhora que mal consegue ficar em pé. Levantando e cedo meu lugar pra ela. Tudo bem, vou ouvindo música, e espero que seja rápido. Eu em pé, o ônibus lotado porque é quarta-feira e esse ônibus passou com atraso de meia hora ou mais, fico presa num engarrafamento durante meia hora por causa de um acidente. A enxaqueca volta, pelo terceiro dia consecutivo. Durmo em pé. DURMO-EM-PÉ. Numa curva, meu joelho cede e quase caio no chão, mas reflexos estão aí pra isso. Quando o ônibus começa a esvaziar, sendo no chão. Sim, sento NO CHÃO, encosto no vidro atrás do motorista e começo a dormir.

Acordo, salto no meu ponto, pego um táxi pra não ter que esperar mais quarenta minutos por outro ônibus, e o táxi me cobra 10 reais pra não me deixar dentro da empresa (coisa que ele podia ter feito, depois só fazer a volta no estacionamento).

Quarta-feira, neste exato momento

Preciso dormir desesperadamente.
Estou determinada a ficar com um humor legal o resto do dia.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

#23

Todo o carinho do teu beijo e de todo o resto acabou me assustando - porque sou carente, porque não estou acostumada com isso, e porque me apego realmente fácil e não queria me apegar realmente fácil a você. Toda essa coisa de dar as mãos e de dormir abraçado, toda essa coisa que eu não conheço e quero desesperadamente, e você dividindo isso comigo porque é algo que já faz parte de ti. Fiquei aterrorizada, sim, mas pior, muito pior do que isso, é que fiquei querendo mais.

Mas também fiquei pensando, depois, que não dá pra simplesmente ignorar quem a gente é.