terça-feira, 28 de setembro de 2010

a gente não conta piadas, só ironias

Passou o encanto, passou a tormenta, passou o suspiro, mas eu continuo, às vezes procuro seu nome na lista e comemoro que hoje isso aconteça desse modo, às vezes e não mais sempre, comemoro a falta de vontade de falar contigo, e comemoro o fato de já não pensar tanto em você no almoço. Na maior parte do tempo eu sei que tu não vem por estar estudando, por causa do horário, porque tem que ir ao banco, porque tem que acompanhar um amigo, e nos dias que você aparece você aparece com ela, rindo com ela e sendo amigo dela, diz que é porque nossos horários não batem e eu entendo, e eu sorrio, e eu cumprimento vocês dois e aceito, tu é meu amigo, tu quer ser amigo dela e é complicado, e eu entendo, eu aceno a cabeça e aprovo, vai em paz, não te preocupa, eu já estava preparada pra isso. Não é uma batalha, mas eu perdi; perdi pra lei do menor esforço, perdi porque eu sou aquela que vai ceder, perdi sem nem sei por que ao certo, não é uma guerra, não é uma competição, mas aí quando a falta bate  não tem como dizer que eu não perdi algo nessa situação. Tá tudo bem. Quando os dementadores chegam muito perto, eu repito e repito até cansar expecto patronum, fecho os olhos, e lembro minha memória favorita.

Um comentário:

.moony. disse...

expecto patronum define.

:*