quinta-feira, 19 de agosto de 2010

flight 2231

Então eu fui pra Bahia.

Segunda-feira minha chefe perguntou se eu poderia ir pra Bahia com ela, a trabalho, e eu disse que sim. Terça-feira, seis e meia da manhã, já estávamos fazendo o check-in no Galeão para o vôo rumo a Salvador. Tudo muito rápido, sabe? Achei engraçado, diferente, divertido, até! Ok. Acontece que, no fim das contas, estávamos viajando a trabalho, então não havia ninguém me esperando em Salvador, e ninguém me esperando na cidade onde ficaríamos, Vitória da Conquista. Foi bem estranho. Primeira vez que viajei assim, pra longe, foi pra encontrar a Júlia, e quando cheguei em Porto Alegre lá estava ela no aeroporto, junto do Thi, me procurando com os olhos e esperando por mim, sabe? Lembrei disso duas vezes, enquanto retirava minha mala da esteira, em Salvador, e enquanto descia do avião, em Conquista.

As pessoas me perguntam por que não tenho vontade de ir para o Nordeste, por que não tenho interesse em conhecer os lençois do Maranhão. Sabe, não é que não seja bonito. Conquista era uma cidade normal, pra mim, com gente normal. Achei um pouco mal cuidada, é verdade, e sei que tem muito potencial pra crescer, mas é que lá faltou todo o BOOM de se fazer uma viagem, sabe? Ao menos pra mim. Faltou o amor. Essa paixão que me move, faltou gente que me fizesse ver a beleza das pequenas coisas em Conquista, faltou gente que amasse demais aquela pequena cidade pra que eu pudesse olhar duas vezes pra ela. 

Eu não tenho vontade de ir pro Nordesde ou de conhecer os lençois do Maranhão porque lá não tem uma Júlia, não tem uma Gy, uma Mylla, uma Ferfa e uma Beli, e mais um monte de pessoas que me façam olhar pra essas cidades duas vezes e pensar que é um dos lugares mais bonitos que eu visitei. Sabe, eu precisei de alguém pra me mostrar que o Rio de Janeiro poderia ser mesmo muito bonito, então não é preconceito. Não faço questão dos monumentos não, dos pontos turísticos. Porque pra mim, no fim das contas, pontos turísticos são os lugares pelos quais eles andam e são felizes - seja shopping, seja praça, seja a última rua da cidade, ou um meio-fio qualquer.

Viajar a trabalho não tem metade da graça de se viajar a passeio, mas acho que na verdade o que muda tudo é o fato de ter alguém te esperando ou não no portão de desembarque doméstico.

2 comentários:

Tangerina disse...

eu sou do Ceará.

*sorriso colgate*

fernanda disse...

Em Piracicaba/Franca/São Paulo tem uma Ferfa! (L)