quinta-feira, 29 de julho de 2010

symphony

bitter
ouço teu choro de agora e sinto as pontas dos meus dedos gelarem, o nó na garganta e o pânico descendo a nuca, percorrendo a espinha e se espalhando pelo corpo. ouço teu choro de agora e me dá uma vontade de chorar também, um desespero, uma sensação ruim e um medo tão grande de voltar, voltar praquela vida, praquele contexto, praquela época onde se rezava pra morrer dormindo. ah, eu não quero voltar... já faz muito tempo, nem lembro mais que músicas eu cantava enquanto as coisas ruins aconteciam, enquanto você me machucava, nem lembro mais, nem sei o que fazer se acontecer de novo, minha vida tão diferente agora, e um pouco menos de tudo aquilo que me segurava antigamente. eu ouço teu choro, eu sinto a tua dor porque durante muito tempo tu precisou me magoar também, pra eu sentir tudo o que você sentia, então eu entendo, entendo e me desespero, porque eu não quero voltar, e sinto teu medo de que volte, mas por favor, por favor resiste. por mim e por você, por favor resiste. por favor, por favor, por favor, por favor... chorar por isso de novo vai acabar comigo.

sweet
sair da casa dela às 2h da manhã no dia do amigo e depois, a corrida no domingo, davi e golias, a noite estrelada, a volta pra casa, o ponto de ônibus, o metrô do Largo do Machado, o 711, a derrota no futebol, a volta pra casa numa quinta-feira à noite com eles três e eu rindo, a viagem nas férias, e as coisas boas, todas elas, se lembra disso, se lembra disso, se lembra disso, fica com isso.

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