quarta-feira, 28 de julho de 2010

#19

Fabi, essa é a terceira vez que escrevo pra você.

É que não tem mais ninguém com lugar cativo na minha mente, pelo menos não por enquanto. E isso é meio irônico, já que ontem eu te disse que precisava de um tempo de nós dois, já que cada vez que a gente ficava se olhando em silêncio meu peito se enchia cada vez mais de calor e carinho e todas essas coisas que fazem sorrir, que me faziam sorrir de orelha a orelha, e que era meio injusto se a gente parasse pra pensar e reparar que quando você me olhava o carinho era diferente do de antigamente, que o carinho de hoje era carinho de amigo, de grande grande amigo, e mais nada. Então eu disse isso ontem pra você, Fabi, que precisava de um tempo, que eu tinha que parar de fazer as coisas com a motivação errada, só pra te ver, só pra ter mais alguns momentos contigo. Porque eu sei que não daria certo, sabe? Todo esse sentimento reprimido, às vezes externado, e sem retorno, sem qualquer tipo de retorno, agora ou depois, talvez nunca mais um retorno.

Ah.

Você tá sempre lá quando eu olho, quando eu subo e desço as escadas, quando eu desço a rua, quando eu pego o ônibus, quando vejo a UERJ, quando penso Arpoador. Tu é tão onipresente, Fabi! Que chega a ser assustador, sabe? Não imaginei nunca que chegaria a esse ponto, nem que duraria tanto, mas durou, tem durado, e eu aqui tentando me distrair de você, do meu pensamento em você.

Você tá sempre lá, Fabi. É impressionante, mas você tá sempre lá. Tu é minha promessa de Amsterdã, e eu não tenho mais vontade de ir até o Vondelpark se não for contigo, se não for pra cumprir o que a gente combinou naquele dia de chuva. Eu te disse isso, não foi? E disse também pra você nunca se sentir o segundo, porque você não é o segundo e eu não te sinto como o segundo; você é muito mais especial que isso. Você é e sempre vai ser minha Noite Estrelada.

E você bem sabe o que isso significa.

Amor, sempre,

Carol.


P.S.: O que você não merece é o que eu não mereço também, Fabiano, esse meu sofrimento insistente. Mas o amor ainda pode ser teu - o amor sempre poderá ser teu, aliás. Esse, acho que você nunca vai deixar de merecer.

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