segunda-feira, 14 de junho de 2010

from the top

# A vida continua. Não fui bem na prova de hoje como deveria ter ido, mas isso serviu pra eu ver que preciso me focar e me esforçar de verdade. Não que eu não tenha minha parcela de culpa, mas também não é errado dizer que o mundo me acostumou mal - pode-se dizer que, academicamente, sempre fui muito acomodada. Isso precisa mudar. Isso vai mudar. 

# Essa semana fez um ano que ele me deu aquele presente. Por sorte a prova de hoje me consumiu o suficiente pra me fazer esquecer disso (na maior parte do tempo). O arrependimento que eu tenho é o de não  ter percebido a tempo o quanto eu era feliz, e de que eu poderia ter aproveitado muito mais o momento. Independente do fim, independente de qualquer coisa. A maior decepção comigo mesma está no fato de eu não ter aproveitado os dias.

# Acabei de ver um filme que me lembrou da época em que eu cantava, e que me fez perceber o quanto sinto saudades disso. Fico pensando que essa era uma das coisas nas quais eu devia ter investido, sabe? Eu gostava cantar, e ainda gosto. Mas acho que meu grande problema sempre foi gostar de coisas demais, como escrever, o teatro, o desenho, o handebol, o vôlei. Naquela época eu era muito boa, algo que hoje não seria nada além de mediano, mas penso que se tivesse escolhido alguma coisa, quem sabe eu não seria ótima em algo? É uma possibilidade. É sempre uma possibilidade.

# Do que mais sinto falta daquela época? Do tempo que eu tinha pra fazer tudo. Hoje, as coisas que gosto vivem espremidas entre o trabalho, o curso, e a hora de dormir. A típica vida adulta. Não existe mais tempo pra teatro, pra desenho, pra esportes. Mal existe tempo pra escrever! Sinceramente, toda noite me pergunto se estou fazendo as coisas certas, e nunca parece que estou. Estou abrindo mão do meu tempo, do meu esforço, e da minha saúde - mental e física -, por algo que não detém o meu coração. É meio triste. Não me admira esse distanciamento dos outros e da minha própria vida. Minha alma é um leão enjaulado e faminto. Mas algo me faz insistir em mantê-lo assim, apesar de tudo. Eu chamaria isso de covardia.

# Uma nota pra mim mesma:

"Then make a scene! Break something! Scream!"

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