domingo, 14 de fevereiro de 2010

e tudo é permitido no carnaval...

Há anos atrás, quando era pequena, eu gostava de carnaval. Foi algo que lembrei a meio caminho de Laranjeiras - enquanto ia pra casa de uma amiga -, depois de ver uns rapazes todos fantasiados de Homem-Aranha. Fiquei com vontade de tirar foto, mas eles estavam longe demais para a câmera do meu celular, então deixei ficar registrado na cabeça mesmo. Achei legal ver aquela gente daquele jeito, e me deu uma saudade gostosa da época em que eu me fantasiava, e minha avó saía comigo à noite pra brincar na praça. Lembro dos confetes, das serpentinas, e dos balões e das arminhas de água. Lembro das essências que os Clóvis usavam,e que era sempre uma ansiedade gostosa quando a gente sentia o cheiro doce do perfume deles, e em seguida os via virando a esquina, todos coloridos com suas sombrinhas, bastões, leques e máscaras sinistras - eu nunca tive medo deles, e, na verdade, aquela era uma das coisas mais bonitas que eu já tinha visto até então. Fiquei com saudade.

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Enquanto via o desfile das escolas do grupo de acesso, pensei que não tinha como não achar bonito aquela gente se divertindo. Lá em cima, a gente pulava e cantava com a animação deles, e muita gente chorava, e era bonito e tenso ao mesmo tempo, porque a Harmonia ficava louca quando alguma fantasia de desfazia, ou quando alguém entrava atrasado. Um sem número de desconhecidos sendo aplaudidos e fotografados como estrelas, e pensar que essas pessoas podem ser enfermeiras, professoras, garis, mecânicos... Devem ser os cinquenta minutos mais felizes das vidas deles, e a gente nem sabe.

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..., até mesmo ser feliz.

(há quem seja)

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