quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

enquanto houver ar nos meus pulmões

Hoje foi um daqueles dias em que voltar pra casa significou realmente voltar pra casa. Estar no lugar certo na hora certa. Foi maravilhoso encontrar por acaso a amiga que não via há tempos, rir de coisas bobas dentro do ônibus enquanto raios caíam a 400m de distância, decidir no meio do caminho ir pra casa dela ao invés da minha, e pegar uma chuva boa e uma ventania gostosa que me fez até sentir frio, a despeito de todo o calor. Blusa branca molhada, talvez até transparente, calça gelada, e um grito de felicidade, talvez euforia, no meio da rua deserta de uma terça-feira. Depois de duas horas para colocar a conversa em dia, uma rápida despedida deixando planos para dois aniversários e a certeza de que nos veríamos logo - para nova reunião, dessa vez com mais gente, e uma nova despedida. Voltei pra casa com uma blusa que não era minha, a mochila molhada, e saltando poças como quando tinha dezoito anos, e antes disso, com dezessete, e antes disso, com dezesseis, e  antes disso, com quinze, e assim por diante. Voltei pra casa, e voltar pra casa foi bom, porque amanhã é feriado, e porque eu tenho todo o tempo do mundo para fazer todas as coisas que eu decidi fazer esse ano, essa semana, hoje! E a certeza lá no fundo da minha mente de que não só farei as coisas darem certo, como as coisas também virão muito certas para mim. Uma boa noite, então.

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