quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

semântica

Não me conformo com a idéia de deixarem marcas em mim, tampouco com a idéia de marcar alguém. Não sei de nenhuma marca que não tenha sido deixada sem dor, não sei de nenhuma cicatriz que não se tenha conseguido sem sentir o corte. A moeda de troca da felicidade não tem que ser isso, não tem que ser uma tristeza, uma mágoa, e não há quem me convença disso, nem ele. Não acredito que a felicidade necessite estar intrinsecamente ligada a qualquer sentimento doloroso. De verdade, de verdade, não acredito mesmo. Acho que tem de haver outro jeito, tem de haver outra metáfora, uma outra palavra. Não quero ser uma marca, um hematoma, ou uma cicatriz. Isso é coisa pra gado e mulher de malandro.

Taí.


Acho que quero ser uma tatuagem.





(por favor, por favor, me deixe ser uma tatuagem!
o desenho que você quiser, pra sempre).


4 comentários:

Julia disse...

talvez a felicidade seja uma caneta permanente, daquelas de CD.

:*

Shibbo disse...

Lembre-se de que também dói pra fazer uma tatuagem.

.cah. disse...

É diferente. Não quero ser lembrada pelas porradas, mas sim pela vontade impulsiva de querer desenhar o próprio corpo, hahaha - além disso, até sexo é passível de dor, né. (:

r. disse...

Não acredito que a felicidade necessite estar intrinsecamente ligada a qualquer sentimento doloroso.

eu concordo tanto com isso. (: