domingo, 4 de outubro de 2009

the favourite blues

Não foi algo que decidi conscientemente, mas com o tempo acabei percebendo que aqui sempre teria um espaço pra falar dela, sobre ela, e para ela - o que não significa que ela tenha uma importância maior do que as outras pessoas importantes na minha vida, ou que eu a ame mais do que eu amo outras pessoas na minha vida. Não, não é nada disso... Acho que tem a ver com escrever. Escrever, interpretar, e fazer uma da outra personagem, narradora, revisora, editora. Tem a ver com ficar mostrando os rascunhos de si mesma uma pra outra, perguntando "tá bom? tá bom?" - e os rascunhos dela mesma estão sempre muito bons -, e depois, à noite, ficar satisfeitas com as duas (ou três) almas que ficaram passeando durante o dia. Tem a ver com isso. E mesmo que não aconteça sempre, essa troca de rascunhos, tá tudo bem. Tá tudo bem, porque rola uma confiança engraçada de que mesmo que a gente não se mostre, as coisas serão entendidas, eventualmente.

Ela não vai sair daqui tão cedo. Ela continua me apresentando rascunhos maravilhosos da obra que ela quer se tornar - e eu sei que vai, tá no caminho. Ela tá de aniversário de dezoito, e agora vai poder conferir aquele hotel em Novo Hamburgo que tem piano de cauda, pra depois me contar se é tão tri quanto falaram. Ela é meu blues favorito, e pra ela eu desejo felicidades de oito deitado. Só isso. ♥

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