sexta-feira, 18 de setembro de 2009

the painful realization that all has gone wrong

As pessoas dizem que vai passar. As pessoas dizem que eu sou jovem demais pra isso, pra sofrer por e de amor, ou então pra saber se isso é amor de verdade. As pessoas são todas umas retardadas hipócritas que deviam ir tomar no cu pra ver se a dor passaria na hora em que pensassem "vai passar".

E, sei lá, ainda tem o cansaço, a sensação de que eu podia ter mudado muita coisa, e que se eu tivesse mudado essa muita coisa, ao invés de estar na merda que eu tô agora, eu estaria feliz. Queria só que as pessoas entendessem isso, que eu tenho consciência da minha felicidade na época, e que tenho consciência da minha infelicidade agora. Eu só queria que as pessoas entendessem o que eu perdi, que não foi um ficantezinho de merda, mas sim o cara que fazia todas as coisas parecerem se encaixar. É bizarro. Tem a ver com ter noção da perda. Acho que a maioria das pessoas não têm isso, ou então não têm noção do quanto sentem pelas outras. E eu só queria que elas entendessem, mas elas não vão.

Houve um momento em que eu cogitei saltar. Acho que não durou mais que uma fração de segundo, mas foi algo como um lampejo por trás dos olhos em que eu me vi caindo - talvez fosse apenas a sensação de estar me jogando, enquanto discursava que nunca, nunca mais...

É recente, então não raro me pego pensando nele, nisso, na gente. Lembrando coisas, todo tipo de coisas, e inventando histórias que poderiam ter sido. E fico me perguntando, às vezes, o que é vou fazer a partir de agora - sim, ainda estou atordoada e perdida. Eu vivi dezenove anos sem ele, mas depois dele ter entrado na minha vida, me dá até pânico pensar em continuar vivendo sem tê-lo por perto. Mas as pessoas não parecem entender...

2 comentários:

Pam Lima disse...

(espero que um alt+3 expresse pelo menos algo do que eu quero te dizer/te mandar)

Diana disse...

... Oras, as pessoas dizem que vai passar porque, na verdade, vai passar, mais cedo ou mais tarde. Não é fácil, não é simples, é ridiculamente doloroso.

Mas, de repente, acaba. Passa. Foi.

Não é, eu creio, para minimizar o que já foi e sim ainda dar esperança pelo que ainda virá.

Ou, pelo menos, eu acho. Não posso, na verdade, falar pelos outros...

Mas sempre achei o melhor, nesses momentos, ter esperança de algo novo, ainda que pareça que o mundo todo caiu.