quarta-feira, 1 de julho de 2009

casa

Quando ela me disse que ele moraria em sua cidade, fiquei feliz, genuinamente feliz. Ainda que ela fosse minha amiga há tão pouco tempo, ainda que eu mal tivesse falado com ele até então, ainda que eu mal conhecesse a história deles - e, pensando agora, eu não conhecia absolutamente nada da história deles. Fiquei feliz por ela e com ela, porque aquela era uma felicidade tão palpável, tão ao alcance, que seria desperdício deixar o sentimento passar e não permitir que minha então amiga o compartilhasse e o disseminasse.

Quando ela me disse que ele moraria em sua cidade, fiquei feliz pelo contexto - mesmo com tanto chão separando-os, se amavam tanto e de um jeito tão bonito que seria impossível pensar nela sem ele, ou nele sem ela. E se queriam tanto, tanto, que seria impossível conceber a real idéia de que, naquele exato momento, não dividiam o mesmo espaço físico; fiquei feliz naquela época, quando a notícia ainda era novidade, e hoje, quase oito meses depois, quando eles já não precisam se despedir.

Acho que ela sempre foi a casa dele, e ele sempre foi a casa dela. E não sei se acreditavam em destino, quando aconteceu de se encontrarem e se apaixonarem, mas sei que acreditavam (como ainda acreditam) um no outro. E isso basta.

Toda a felicidade do mundo pra vocês ♥

Nenhum comentário: