sexta-feira, 31 de julho de 2009

pollyana O CARALHO, mas também nada de jovem Werther

Todo mundo tem uma história triste. Não sei por que as pessoas ficam conversando umas com as outras sobre elas como se estivessem num concurso de contos de tragédia. "Minha história é mais triste que a tua, rá, toma essa!". Essa coisa de ficar competindo miséria e tristeza é a coisa mas BABACA da face da terra. Do universo! Não entendo, não faz sentido. Todo mundo tem uma história triste e tem um cara que entra no ônibus contando a dele e pedindo dinheiro. Fala que levou porrada na vida e que tem cicatrizes. Conhecço gente que levou porrada na vida, tem cicatrizes, e não entra em ônibus pra pedir dinheiro. Na verdade tem filhos, terminou o segundo grau deficiente e tendo sido vítima de algo impronunciável na infância por causa de uma mãe negligente, que morreu há quase um ano também por negligência própria, e ainda assim amou e ama essa mãe até hoje. Todo mundo tem uma FUCKING história triste. E todo mundo gosta de saber que os outros sentem compaixão, que os outros se importam e perdem tempo colocando a mão no teu ombro pra perguntar "O que aconteceu? Me conta mais", porque todo mundo gosta de contar essas malditas histórias tristes. Sei lá, essa porra toda me cansa. Toda essa gente de histórias tristes. Vamos RIR, caralho. Fazer piada e tal. Ser filho da puta consigo mesmo, foder com essas histórias tristes antes que elas nos fodam. Relacionamentos que deram errado, que pena, insert coin and continue, dear. Todo mundo diz isso quando não precisa, ninguém consegue lidar com isso quando precisa. E essas porras de histórias tristes se multiplicando feito GREMILINS! HAHAHAHAHAHAH. Estou cansada do cara ônibibus me acordando pra falar que levou um pau num shopping de ricos, e de ver olhares de censura de uma senhora que realmente ACHOU que eu devia ouvir a história dele.

Que se fodam, sim?

terça-feira, 28 de julho de 2009

domingo, 26 de julho de 2009

the good old days

Da minha viagem, lembro das fotos, de algumas muitas situações engraçadas e inusitadas, de um sem número de piadas, e de alguns lugares e construções. Lembro do gosto da comida vegana, do perfume daqueles dois, das nossas roupas jogadas no canto, e do frio suave que qualquer outro carioca não hesitaria em praguejar. Lembro da acústica dos cômodos, da vizinha peculiar, do cobertor felpudo divido por nós três, da impaciência dela em me ver jogar e do carinho dele para com ela - e para comigo também. Da minha viagem eu lembro das conversas, das divagações, das constatações. Lembro da menina de cabelo azul e do rapaz que se veste muito bem. Lembro do irmão dela, da cria adorável desse irmão, e da mãe deles que em nada lembra ela fisicamente. Lembro também dos jogos e das palavras, dos bônus e da maneira como simplesmente era mais divertido jogar juntos do que um contra o outro. Da minha viagem, acima de tudo, eu lembro das risadas. Quando cheguei, enquanto fiquei, e até daquelas deslocadas e escassas, no dia de ir embora. Da minha viagem, o que eu mais lembro é que eu era - sou - feliz.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

632 - Fátima

Quando chorei no ombro dela, na noite passada, foi porque eu realmente não queria me despedir - de Porto Alegre, deles dois, de casa.

Foram os melhores nove dias da minha vida.

sábado, 11 de julho de 2009

do que é

Eu sei que ninguém teve culpa.
Mas saber não muda nada.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

beyond


Não tenho pensado muito nas coisas, e isso tem sido maravilhoso. Estou sentindo aquele alívio de fim de livro. E finalmente respiro. E finalmente descanso em paz.


domingo, 5 de julho de 2009

coisas do dia-a-dia

Tenho uma amiga que sempre excede minhas expectativas, para o bem ou para o mais completo absurdo.

Há uma semana atrás, por exemplo, ela me convenceu a fazer umas fotos suas na praia, pra que pudesse montar um álbum gatinho no Orkut. Explicou que tinha a ver com trabalhar com promoção de eventos e que a responsável pelo grupo ia dar uma olhada em seu perfil, daí não queria que só tivessem fotos "oi-acabei-de-acordar" ou "tomei-no-cu-e-trabalhei-o-dia-todo". Aceitei a intimação.

Na quarta, marcamos de nos encontrar no Arpoador pra fazer as fotos, eu sairia da faculdade e ela de casa. Acontece que eu fiquei com preguiça do engarrafamento da Presidente Vargas e fui de metrô, acreditando veemente que a estação Cardeal Arcoverde me deixaria próxima de onde eu deveria ir. Resultado: andei 2KM até chegar à conclusão de que continuar andando não me levaria a lugar algum e resolvi pegar um ônibus.

Morta, encontrei com ela, contei a história, e ela riu. Andamos um pouco até encotnrar uma lugar legal para sentar e começar os preparativos, hahaha, quando nos deparamos com o ensaio fotográfico da C&A para a coleção de primavera-verão, o que deixou essa minha amiga ainda mais histérica e surtada, já que ela tem um feeling BIZARRO por isso. Foi ali que tivemos certeza de que o dia ainda iria prometer e que seria no mínimo muito divertido. E foi. E além disso, as fotos ficaram surpreendemente boas! Qualquer dia desses eu posto aqui com os comentários sobre o que estávamos falando ou fazendo durante o clic da câmera. Devo admitir que foi uma quarta-feira bem produtiva e agradável, que me fez relaxar o que eu há muito precisava.

Na sexta-feira, novamente saí com essa amiga, mas dessa vez para comprar roupas para minha viagem, de modo que eu não morra de hipotermia quando chegar em Porto Alegre. Daí que a gente tinha ACABADO de descer do ônibus, quando um cara alto, franzino, e com um bigodinho horrível simplesmente chegou chegando do meu lado, falando coisas que num primeiro momento foram MUITO desconexas, até que depois de cinco segundos eu percebi que AQUILO ERA UM ASSALTO. Eis as palavras do meliante:

As duas patricinhas, entregando o celular. Tô com a pistola na cintura, bala na agulha. Não vou fazer nada, só quero o aparelho.

Olhamos uma para cara da outra, sem parar de andar, quando aconteceu o seguinte diálogo:

Amiga: Não tô com nada não, amigo, meu celular não tá aqui.
Eu, pensando: Hmm, a gente pode tentar atravessar a Av., o trânsito tá parado... Temos que continuar andando, sinal fechou, dá pra ir, CADÊ A PORRA DO GUARDA MUNICIPAL????
Meliante: Pode entregando, tá aí sim, tá na mochila!
Eu: Cara, a gente não tá com nada não, colega.
Amiga: A gente tá indo trabalhar, a gente trabalha com telemarketing, amigo, lá ninguém pode usar celular.

E então, como tinha MUITA GENTE NA RUA, - eram 13:40, meu - ele desistiu:

Meliante: Tá bom, tá bom, vaza. Dessa vez vai passar batido.

E tratamos de atravessar a rua e apressar o passo.

Pensam que terminou? Três minutos depois, virando uma esquina, dois caras pra gente:

"CÊS TÃO INDO FAZER PROGRAMA? 8D"

Epic fail. Depois de um assalto - onde o cara, por MUITA SORTE, não levou nada nem fez nada -, ainda fomos confundidas com prostitutas. WTF?!

O importante é que depois disso tudo, conseguimos fazer minhas compras sem gastar muito. E também rimos, fizemos piada, a amiga foi chamada de minha estilista pessoal pelos vendedores das lojas, rachamos um calçado, ela discutiu com uma beata... Foi um dia BIZARRO, mas, como não podia deixar de ser, extremamente divertido.
Fico feliz por tê-la na minha vida.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

casa

Quando ela me disse que ele moraria em sua cidade, fiquei feliz, genuinamente feliz. Ainda que ela fosse minha amiga há tão pouco tempo, ainda que eu mal tivesse falado com ele até então, ainda que eu mal conhecesse a história deles - e, pensando agora, eu não conhecia absolutamente nada da história deles. Fiquei feliz por ela e com ela, porque aquela era uma felicidade tão palpável, tão ao alcance, que seria desperdício deixar o sentimento passar e não permitir que minha então amiga o compartilhasse e o disseminasse.

Quando ela me disse que ele moraria em sua cidade, fiquei feliz pelo contexto - mesmo com tanto chão separando-os, se amavam tanto e de um jeito tão bonito que seria impossível pensar nela sem ele, ou nele sem ela. E se queriam tanto, tanto, que seria impossível conceber a real idéia de que, naquele exato momento, não dividiam o mesmo espaço físico; fiquei feliz naquela época, quando a notícia ainda era novidade, e hoje, quase oito meses depois, quando eles já não precisam se despedir.

Acho que ela sempre foi a casa dele, e ele sempre foi a casa dela. E não sei se acreditavam em destino, quando aconteceu de se encontrarem e se apaixonarem, mas sei que acreditavam (como ainda acreditam) um no outro. E isso basta.

Toda a felicidade do mundo pra vocês ♥