terça-feira, 30 de junho de 2009

black balloon makes her fly

São poucas as pessoas que entederão o alívio que estou sentindo - algo ligado ao fato de estar me livrando do que venho buscando não por mim, mas pelos outros. E não digo que estou feliz, afirmo apenas que encontrei certa paz de espírito - o que considero tão ou mais importante que a própria felicidade em si, devo dizer. Afirmo apenas que é bom tirar dos meus ombros o peso de uma dívida - meu corpo, minha mente, meu estado emocional não valem isso - que vinha me tirando o sono e servindo de combustível para o meu pânico.

Hoje eu poderia flutuar, eu poderia cantar, eu poderia compor uma música, quem sabe? E são poucas as pessoas que vão aceitar, são poucas as pessoas que vão apoiar, são poucas as pessoas que vão, de verdade, entender - o alívio, a decisão, a culpa, o medo, a paz. A essas pessoas, minha gratidão, meu coração; obrigada por tudo. ♥


backward

Quando faltam as perspectivas para o futuro, ser saudosista não parece tão patético assim.

sábado, 27 de junho de 2009

da manchete

"O Evangelho dos novos ateus.

Em contrapartida ao fundamentalismo cristão que assola o ocidente, um grupo de cientistas ergue a bandeira da fé cega na ciência".


Se o normal e saudável na vida de um ser humano fosse a cegueira, não haveria tanta gente enxergando no mundo, nem tanta gente esperando por um transplante de córneas.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

enfim

férias.

a divina comédia

É engraçado, ela pensa consigo mesma, sonolenta. É engraçado como daqui a duas semanas estarei contigo há um ano atrás, começando uma nota de rodapé que explicará um pouco mais de minha existência. E quando na página já não houver espaço para contar essa pequena subtrama de minha vida, acabaremos num daqueles travessões que antecedem falas que nunca vêm, quando deveríamos, em verdade te digo, acabar num travesseiro, dedos leves nos cabelos, conforme mencionado certa vez.

É engraçado, ela reafirma, vertiginosa, como daqui a algumas semanas, há um ano atrás, eu esperarei partir de ti algo que tu nunca esperou partir de mim, o suave adagio-allegro que partiu minhas orações (nunca preces!) em frases, meus risos em meios-tons, e finalmente meu coração em despedidas.

É engraçado, ela estala o pescoço, cansada. É engraçado como daqui a alguns dias estarei contigo há um ano trás. A vida se reescrevendo num compasso diferente do nosso, a expectativa de um acerto de contos lá, quando não houve um acerto de cordas aqui - e então adagio-allegro, travessões e travesseiros para nós!; quem sabe então um final sem avesso, e arrisco até em arriscar um começo, de um capítulo e não uma nota, mas não mais para os tempos de agora, e sim, só e somente, para os tempos de um ano atrás que ainda estão por vir.

(E é mesmo tudo muito engraçado, ela crê).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

e agora, José?

Deve ser o pensamento de uma galera que comprou os ingressos para o show do Michael.

Mais do que por ele, sinto mesmo é por aqueles que tinham a expectativa de vê-lo, e que certamente pensaram "última chance, não posso perder". O cara era um ícone pop, talentoso, estava passando por alguns problemas, e ainda assim isso não extinguia sua genialidade em certos aspectos. Morreu. E os amigos ficarão tristes, os familiares ficarão tristes, os fãs e as pessoas que tiveram bons momentos ao som de suas músicas ficarão tristes.

Mas a sensação de estar com o ingresso de um show dele nas mãos, enquanto se assiste na TV a notícia de que ele morreu... deve ser uma merda de uma frustração do caralho.


(a luz apagou, anyway. descanse)

IV

e nossa história não estará
pelo avesso assim, sem final feliz
teremos coisas bonitas pra contar

e até lá, vamos viver
temos muito ainda por fazer
não olhe pra trás, apenas começamos
o mundo começa agora
apenas começamos


quarta-feira, 24 de junho de 2009

oroboro

É só que eu não consigo parar de pensar que são todas essas coisas acontecendo de novo, como num filme em que a gente aperta o backward no controle remoto, ao mesmo tempo em que a TV ao lado simplesmente continua com a transmissão. E então a vida vai acontecendo de novo e mais uma vez, e ainda uma outra vez, e assim sucessivamente. Backward Play Forward Backward Play Forward. Simultaneamente. Como se nunca acabasse, como se sempre voltassse, como se sempre seguisse, como se sempre ficassse - estática. É só que eu não consigo parar de pensar - que são todas essas coisas acontecendo de novo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

verborragia de fim de noite

Ando escrevendo tanto, esses dias. Nenhuma fic, nenhuma história em especial, só alguns posts a mais num blog sem pretensões de ser pop. Ando escrevendo tanto, aqui. E os escritos são quase proporcionais à minha vontade de vomitar sentimentos e palavras e pessoas - aliás, acho que é isso que venho fazendo, ao invés de escrever; venho vomitando orações, períodos e parágrafos, sendo tomada por aquela sensação desagradável, involutária e característica do abdômen se contraindo, e o corpo envergando para a frente, do gosto amargo atravessando a garganta, e o cheiro de azedo penetrando as narinas. Tudo tão familiar, tão desesperador, tão cheio de ansiedade. E depois o suor, o corpo mais fraco, a cabeça num outro plano. E nada disso é sexo. Antes fosse a porra, antes fosse o gozo, antes fosse, mas é só vômito e contração e uma resposta do organismo a dores muito intensas. Ando escrevendo tanto, vomitando tanto, e nada disso passa, nada disso vai embora, não vem a sensação de término, não vem o alívio. E às vezes acho que não passa de frustração adolescente, de uma espécie de bulimia verbal. Às vezes acho que não passa (de).

estado de espírito II

(não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem)

estado de espírito

Naquela tarde eu tava achando a Míriam Lane, o Perry White e o Jimmy Olsen bestas demais por não descobrirem nunca que o Clark Kent é o Super-Homem.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

da condição humana

Todo mundo tem uma história triste pra contar.









E, hoje, eu não poderia me importar menos com isso.


aconteceu numa quinta-feira

Eu queria mudar de nome, confessou. Mudar de nome, endereço, e cor de cabelo. Você quer viver uma música farofa do Dinho Ouro Preto, gata, e não consigo pensar em nada mais triste que isso, eu disse, rindo. Ela riu também; riu um riso meio torto, daqueles que parecem que vão perder o equilíbrio e cair no chão, na grama úmida ou no concreto gelado. Você pode me chamar de Natasha, se quiser. Torci a cara para o nome, ela disse para eu não me preocupar, que escolheria um menos retardado. A gente riu de novo. Eu me joguei na grama, e ela jogou o corpo pra trás, apoiei a cabeça nos braços, e ela apoiou as mãos no chão. A gente ficou olhando o céu. Seria outro nome, recomeçou. Algo com "cê", como Carolina, ou Camila ou Clarisse - eu gosto desses. Ficou em silêncio. Mãos e punhos, antebraços e cotovelos e finalmente braços, todos escorregando na grama, devagar, até que deitasse ao meu lado, me olhando. E eu vidrado no céu, concordando mentalmente com seus gostos. Pode me chamar de Camila, se quiser. Ou de Clarisse. E Carolina?, perguntei. E Carolina, afirmou. Fechei os olhos, suspirei, e, em voz alta, gostei dos nomes, melhor que Natasha. Sorri. Acho que ela sorriu também. Um pouco de silêncio afagando cabelos e revirando estômagos, até que ela chegou mais perto. Jogou o braço sobre meu peito; deixei que deitasse no meu ombro. Mas eu faria uma tatuagem, talvez um piercing - não, talvez os dois. Várias versões dos dois, ou apenas algumas. Eu ri, gosto da idéia da tatuagem. E do piercing. No nariz?, perguntei. No nariz, confirmou, e na orelha também, por que não? É, por que não... Suspirei. Respirei fundo o topo de sua cabeça cheirando a doce e quis dormir. Você vai?, quis saber. Ela não disse, só acenou a cabeça fazendo que sim. Você não tem dezessete e seu nome não é Ana Paula, apontei. Eu também não tenho namorado - seus lábios roçaram meu pescoço ao falar - e nem quero me chamar Natasha, respondeu. Um pouco de silêncio tocando de leve o lado do corpo e soprando uma respiração no ouvido. Acho que vou te chamar de Clarisse, decretei. Ela sorriu. Agradeceu, se despediu. E foi.


domingo, 21 de junho de 2009

daquele que excedeu as expectativas

Nem Closer, nem The Holliday, nem Marley e Eu. Se você está procurando um filme real sobre o amor e suas inúmeras facetas, eis aqui o título que eu sugiro:


Falo sério, podem confiar!

sábado, 20 de junho de 2009

do disco arranhado

.de Clarisse

Hoje me apaixonei por ela. Não sei o que fazer.

Aconteceu comigo esses dias de eu andar sem saber, ao certo, pra onde estava indo. Fui parar do outro lado da cidade, em frente à escadaria onde nos beijamos pela primeira vez. Tive um déjà vu e achei que tivesse escutado sua voz, mas foi apenas impressão. Fiquei parada com as mãos nos bolsos, encarando meu all star e o segundo degrau, e o all star e o terceiro degrau, e o all star e assim por diante. No topo da escada ela não estava lá, e eu não estava surpresa com isso. Voltei a andar.

Ela me pegou pela mão e me levou. Eu me deixei levar e foi bom. Eu faria isso mais vezes.

Andei ouvindo as músicas que ela me passou. No início era bonito, agora nem tanto.

Estava parada no ponto quando encontrei um dos amigos dela. Ele pegou o mesmo ônibus que eu, conversamos a viagem inteira, não tocamos no nome dela um minuto sequer.

Hoje sonhei com ela. Acho que me apaixonei de novo - não sei o que fazer.

simples assim



quarta-feira, 17 de junho de 2009

cotidiano de um operador feliz (?)


- Com quem eu falo?
- Com o sobrinho dele.
- Sim, senhor, mas com quem eu falo?
- Meu tio tá aqui do lado.
- Sim, e o nome do senhor?
- Não, é que ele 'tá sem óculos, por isso que ele pediu pra eu ligar.

16/06/2009 - 16:47

terça-feira, 16 de junho de 2009

a garota da vitrine

Dedico à Camie. Pelo seu aniversário, ainda que um pouco atrasado, e por tudo o que ele significa - o seu nascimento, e a sua notável e amável existência. De-verdade-e-com-todas-as-minhas-forças, querida, desejo que todos os seus desejos se realizem. ♥


Sabe quando você anda pela calçada com as mãos nos bolsos, fones nos ouvidos, e uma vontade crescente de cantarolar a música tocando no MP4? Eu estava assim, naquele dia. Andando despreocupado, e com uma vontade de seguir meu caminho de olhos fechados, rindo um pouco de todas as coisas, sabe-se lá o motivo. Quase tropecei nos próprios pés, quase caí, quase me machuquei, mas tudo não passou de um quase fato, que talvez não tenha acontecido exatamente para chamar minha atenção para ela, uma jovem de uns vinte e dois, uns vinte e três anos - quem sabe ao certo de verdade? -, usando uma blusa roxa listrada, e óculos de armação quase fina. Estava parada em frente a uma vitrine de eletrônicos, telas de LCD, celulares GSM, bluetooth, infra-red, TV de tela plana, MP5-6-7-8-9, botões que ninguém sabe para que servem ao certo, e olhava não pra isso tudo, mas pra uma câmera digital. Sabe, posso estar enganado, mas não parecia ser a câmera mais cara, ou o modelo mais novo, ou a tecnologia de ponta e de última geração. Parecia uma câmera bem normal, na verdade, daquelas que você aperta o botão e a imagem fica registrada na tela, sem muito mistério, que servem para tirar fotos e que são realmente boas cumprindo essa função. Só uma câmera. Mas a jovem da blusa-roxa-listrada olhava pra ela com uma vontade tão grande de comprá-la que, talvez, se eu tivesse alguns zeros a mais na minha conta quem sabe eu não compraria aquela câmera-digital-sony para ela? Não, não sou do tipo bom samaritano – na verdade, sou até relapso no que se refere a fazer o bem pela humanidade num geral, o que é uma pena -, mas sabe quando você olha para o rosto de uma pessoa e percebe, meio sem querer, que a felicidade dela é ou deve ser uma coisa tão bonita que é capaz até de te deixar emocionado? Foi assim que eu me senti, naquele dia. Parado no meio da calçada, a alguns metros de uma moça de blusa roxa listrada e óculos de armação quase fina que sonhava uma câmera-digital-sony. Eu, com as mãos nos bolsos, música nos ouvidos, e ela ali, com um sorriso de quem ainda riscaria aquele desejo da lista. Eu sorri junto com ela, mesmo que ela não soubesse disso. E desejei, do fundo do coração, que ela conseguisse riscar esse item. O quanto antes, de preferência. Porque parecia ser importante pra ela, e, mesmo eu, que sou relapso no que se refere a fazer o bem pela humanidade, fui sensível o suficiente para perceber que de que todas as coisas que ela poderia querer daquela vitrine, a câmera foi o desejo mais bonito. Talvez porque tivesse a ver com registrar bons momentos; choro de alegria, piadas memoráveis e música e boemia. Guardar numa tela, e depois na parede do quarto, um pouco da vida. Um pouco dessas coisas bonitas que poucos vêm, poucos notam, poucos se importam, e que poucos se esforçam para ver, notar e se importar. Era um desejo bonito. Podia ser coisa só da minha cabeça, mas sinceramente não parecia. Era um desejo bonito. Um sorriso bonito, uma blusa roxa demais, e uma armação de óculos... Não tenho certeza se era uma armação fina ou não. Não tenho mais certeza. Ela seguiu seu caminho, e eu segui o meu. Com minhas mãos nos bolsos, fones nos ouvidos, e cantarolando a música tocando no MP4. Era um desejo bonito, eu tinha certeza. E, do fundo do coração, se todos os desejos dela forem bonitos assim - como eu imagino que sejam e eu tenho quase certeza que são -, de verdade, de-verdade-e-com-todas-as-minhas-forças... Eu desejo que todos eles se realizem.


Queria ter postado na data certa, mas não consegui pensar em nada muito à altura, então improvisei um pouquinho e acabei me demorando no processo, hahaha. Mal a demora :*

segunda-feira, 15 de junho de 2009

gentileza gera gentileza

Voltando pra casa, peguei o micro ônibus na porta do shopping.

Ponto final, aquela fila, aquela gente. Tive sorte de arranjar um lugar pra sentar - um que não tivesse aquela indicação de "assento preferencial para idosos, deficientes ou gestantes", porque sempre fico com a consciência pesada se sento algum desses bancos -, daí que o ônibus foi enchendo, enchendo, enchendo... E aquele montão de gente todo espremido entre sacolas de roupas, bolsas maiores que seu próprio comprimento, e mochilas abarrotadas de alguma coisa que não sei dizer o que seria.

Estava entretida ouvindo e cantarolando minhas músicas, batucando-as nas minhas pernas, até que cutuquei a senhora mais próxima e disse que ela podia deixar a bolsa no meu colo. E fiz o mesmo com algumas outras pessoas que estavam em volta, como o moço que não estava conseguindo se segurar no ferro por causa da mochila pesada, e da moça baixinha com uma bolsa na qual poderia entrar sem problemas se tentasse - okay, not pra essa última, mas vocês pegaram o espírito da coisa.

O engraçado é que conforme eu ia cutucando as pessoas, pensava que elas não me conheciam, e que podiam muito bem estar me achando louca ou com más intenções, e ainda assim eu não me importava. Lembrei de algumas pessoas que tinham ligado mais cedo, no trabalho, e em como eu as tratava com uma paciência sobre-humana, quase, hahaha. Tive certeza de que boa parte daquelas pessoas, as do ônibus e as que eu atendi, não mereciam metade da minha boa vontade ou paciência, mas ainda assim... Ainda assim ficou aquela quase necessidade de fazer alguma coisa gentil, por menor que fosse. Mais do que simplesmente merecer, quem sabe alguém não estivesse simplesmente precisando? Quem sabe...


frases de caminhão -q

E lá estava eu, engarrafada na Itararé por causa de um ônibus que, curiosamente, atolou nas obras do PAC - Projeto de Aceleração do Crescimento.

Okay.

Ironias à parte e pra variar, eu estava atrasada, impaciente, e sem porra nenhuma pra fazer, quando o motorista do 312 simplesmente começou a divagar, em voz alta, sobre relaciomentos e afins com sua companheira de trabalho, a Sra. Trocadora.

Não sou de ficar prestando atenção na conversa alheia, mas o Sr. Motorista fez um comentário tão genial que não teve como não sequestrar meu interesse:

"Relacionamentos são que nem plano de saúde"

E arrematou com o seguinte raciocínio: "Às vezes você encontra carência disso em um, carência daquilo em outro... Daí acaba não escolhendo nada. E ainda tem aqueles que estão em um, mas querem estar em outro!".

Depois disso me distraí, acho, possivelmente porque o trânsito voltou ao normal, mas o pensamento do cara me marcou, e eu precisava registrá-lo e compartilhá-lo. Deixo escrito aqui, então, pra quem concorda, discorda, ou é completamente indiferente a isso.

No mais, preciso dizer que ele, o motorista, não deixa de ter certa razão...


sexta-feira, 12 de junho de 2009

valentine's day

Como esse ano ouvi uma caralhada de gente falando sobre dia dos namorados, opiniões engraçadas, pontos a se ponderar, e discussões sobre o que dar de presente, nada melhor do que compartilhar um pouco disso com que estiver interessadinho ou que não tenha absolutamente nada para fazer.

Antes de tudo, porém, preciso deixar explícito que acho a data comercial e que prefiro a comemoração no dia 14 de fevereiro. 8D Porque a data, no fim das contas, é comercial - lolz -, e porque eu gosto da história do cara que foi decaptado no dia 14 de fevereiro por ter celebrado alguns casamentos aí - acho o significado da troca de presentes/cartões tão mais bonitinho.

Mas, vamos logo às informações e aos comentários inúteis que tive acesso e ouvi, e que tenho pra compartilhar:

# NUNCA VÁ AO MOTEL NO DIA DOS NAMORADOS, alertou a amiga que já trabalhou em um. Quando perguntei por que, ela respondeu firmemente: É horrível, cara, horrível! "Vocês terão de aguardar alguns instantes na sala de espera" e depois, quando a gente ia chamar o casal, era a maior merda, porque eles começavam aquilo LÁ MESMO NA SALA DE ESPERA! Sem falar que é feião, todo mundo sabe o que tu foi fazer ali e... Cara! Esperar pra meter é ridículo, NUNCA cometa esse erro.

# Dia dos Namorados é triste, disse uma amiga minha. E eu, whathefuckmente, perguntei por que. Ela disse que é mais ou menos como ver todo mundo comemorando o dia dos pais e não ter pai. Não que possa ser realmente comparado a isso, se apressou em dizer, mas a sensação é próxima, a de que estão te jogando na cara que aquela pessoa que você gostaria que estivesse com você... não está com você. Daí eu concordei - nossa, e como concordei, hahaha -, mas disse que o fato de ser triste não justifica a atitude idiota de ficar se prendendo ao sofrimento, e foi a vez dela concordar. E depois? Depois chamamos um outro amigo nosso pra sair com a gente mais tarde. Aproveitar o final da sexta-feira com um pouco de diversão descompromissada e alguns muitos risos.


E eras isso. Muito mais foi discutido, claro, mas como somente essas três situações me marcaram, são as que eu reproduzo aqui. E, bem, pelo menos uma delas é de grande utilidade pública, então aproveitem-na, hahaha.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

drink

A música mal começa e ele a reconhece. Guitarra, guitarra, vocal, guitarra, bateria. É só o que ele consegue identificar, depois do quinto ou sexto coquetel da noite. Cosmopolitan, Martini Dry, Pinha Colada, Paradise, Sex on the Beach, Orgasm. Tantos nomes em inglês, e tão cedo. Pouco mais de uma da manhã. Vinho tinto o dia inteiro. Vontade de vomitar as cores e sílabas que tomou e está ouvindo.

A banda é boa, ele pensa, vocal, vocal, vocal, mas na voz do Vedder ainda é melhor. Ele cantarola um pouco, oh, and twisted thoughts that spin round my head, ele ri sozinho, i'm spinning, oh, i'm spinning, ele pede outro nome em inglês, e Bloody Mary merece letras maiúsculas. Ele quer vomitar todas as bebidas do dia, todo aquele álcool, toda aquela queimação e todas as suas entranhas. Jogar tudo pra fora, se livrar da sensação ruim, da ânsia ruim, do dia ruim com um gosto ruim na boca. Masoquista por uma noite, e a noite ainda nem começou. Mas enquanto Mary não vem, tattooed all i see, all that i am, all i will be, ele pede Gim puro. A garganta queima, but why, why, why can't it be, can't it be mine, os olhos ardem, e podia ter terminado com Orgasm, mas ele quer vomitar sua existência.


segunda-feira, 8 de junho de 2009

soundtrack

Não preciso de alguém que me salve.

Mas de alguém que fique ao meu lado.


sábado, 6 de junho de 2009

que seja

Quero mais é que vá tudo e todo mundo pra puta que pariu.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

as sobreviventes

Tem essa garota. Um pouco mais baixa que eu - ou assim imagino ser. Infelizmente, não será dessa vez que tiraremos a prova -, e de uns cabelos meio coloridos, nuns tons de vermelho que te fazem lembrar um rosto corado de vergonha, ou risos incontroláveis, ou o fôlego perdido depois de uma breve corrida para abraçar aquela pessoa que a gente gosta muito - se eu a encontrasse, onde quer que eu a encontrasse, certamente ficaria da cor dos seus cabelos, talvez por tudo isso junto.

Essa garota tem um quê engraçado de sempre superar minhas expectativas quanto ao fato de estar certa. E quanto mais ela tem razão, acho que menos ela gostaria de ter, mas talvez seja só impressão, nem sei. O importante é que nessas de acertos, ela sempre me poupa de uma explicação um pouco mais elaborada e ás vezes dolorosa ou, na minha cabeça, potencialmente humilhante ou ridícula. Essa garota tem um quê engraçado de me acompanhar à distância; tem um quê engraçado de acompanhar meus pensamentos, e de me pôr no colo ou me deitar no ombro ou me abraçar mesmo de tão longe, com gestos que ela nunca julga serem suficientes, mas mal sabe ela que costumam ser - e mesmo quando não são (sim, porque às vezes acontece de não serem, mas não é culpa dela), o puro sentimento que ela tem e que mal consegue expressar cobre qualquer coisa que me falte. De verdade.

Essa garota tem de mim parte da minha vida, parte da minha história, e parte da minha alma. Infelizmente - e como eu já chorei por isso - não tem parte do meu álbum, mas ainda. Espero que não por muito tempo. Espero sinceramente que não por muito tempo. Porque tem me faltado palavras pra demonstrar tudo o que ela é pra mim, tudo o que ela significa e o quanto ela importa. Eu eu gostaria de demonstrar com a cor dos seus cabelos no meu rosto, depois de correr feito criança - como ela bem sabe que eu correria - só pra poder abraçá-la como a amiga que eu não vejo há anos, mas que sempre esteve lá - nas músicas, nos filmes, nos quotes de livros e nas piadas que ninguém fez (porque só caberia a ela fazer tal comentário). Sempre esteve lá.

E sempre vai estar, essa garota...