quinta-feira, 23 de abril de 2009

don't stop the music

Há um ano atrás eu certamente estaria dançando algum pancadão e bebendo algo de alto índice etílico, sem qualquer preocupação com horário que eu teria de acordar na manhã seguinte ou com o tamanho da minha inevitável ressaca pós-porre-de-vinho.

Hoje, um ano depois, estou me preparando para dormir porque trabalho amanhã. E não é que eu não sinta falta da música e do dançar loucamente, não é que eu não sinta falta da bebida e do cantar alto no meio da madrugada, mas também não fico triste com a mudança. Aquela Carol que corria de salto e ficou com "de, de sainha" na cabeça por semanas ainda existe, ainda consegue correr de salto e ainda é capaz de cantar esse funk randômico - sim, fiquem chocados, crianças -, embora neste exato momento ela possua outras prioridades.

É engraçado. Alguns podem dizer que isso é sinal de responsabilidade e amadurecimento - e talvez até seja -, mas depois da noite gostosa que acabei de ter - comendo uns petiscos aleatórios, caçando felinos na rua, e conversando-rindo com as amigas na praça -, não consigo pensar que a música tenha parado de tocar pra mim, só porque não estou dando uma festa como da última vez.

Hoje o som que toca é diferente - não é aquele pancadão daquela festa, mas ainda assim me faz dançar. Ainda assim faz eu me divertir. Então não, não pare essa música.

Um comentário:

May disse...

1. também sou lindsay quando estou na pior.

2. estou numa fase muito parecida. a festa muda de ritmo, muda de lugar. mas uma festa é sempre uma festa! \o//

:*