quinta-feira, 30 de abril de 2009

das marias da vida

Hoje estava no ponto do 711, esperando o maldito daquele ônibus chegar. Já fazia uns bons vinte minutos que eu estava lá parada, curtindo a fila aumentar e divagando se eu conseguiria sentar na minha cadeira preferida, até que ele finalmente chegou! - na verdade, eles chegaram. Dois ônibus, como sempre, um atrás do outro.

Vi todas aqueles trabalhadores-cansados-e-descontentes descendo, um a um, do primeiro ônibus, até que foi a minha vez de ficar descontente - porque cansada eu já estava, e trabalhadora eu já sou -, ao notar que uma senhora muito da sacana simplesmente se acomodou na minha cadeira preferida. Fiquei puta da porra - agora reflitam sobre minha sanidade, eu deixo.

Pois bem. Completamente desolada - e aqui eu insiro gramas e mais gramas de puro melodrama -, fiquei matutando sobre qual lugar eu sentaria no ônibus, prestando atenção no segundo ônibus que havia chegado junto com este primeiro e nas pessoas que desciam dele. Ninguém ficou na minha cadeira, olha que feliz! Daí nem pensei muito, fui em direção ao segundo ônibus - pensando, também, que como o primeiro ia lotado, dada a quantidade de pessoas na fila, o meu ônibus ficaria bem tranquilo e tal.

... mas eu não contava com as Marias da vida. Sim, sim, aquelas da história da ovelhinha que ia sempre com as outras ovelhinhas, sem questionar nada. Vi aquela porrada de gente me seguindo e entrando no meu ônibus, sabe Deus por que motivo, possivelmente porque eu havia entrado nele e apenas isso. Bando de imitões, falei! - notem como eu xingo como uma criança de três anos de idade.

Okay. Consegui minha a cadeira. Mas a historinha de hoje e as pessoas random que me seguiram serviram pra reafirmar minha tese de que todos os seres humanos são completamente idiotas até que se prove o contrário.


Um comentário:

Cami Rocha disse...

EU TBM TENHO CADEIRA PREFERIDA NO ÔNIBUS E FAÇO TUDO, TUUUUUUUUUUUUUUUUDO PRA CONSEGUÍ-LA.