quinta-feira, 30 de abril de 2009

das marias da vida

Hoje estava no ponto do 711, esperando o maldito daquele ônibus chegar. Já fazia uns bons vinte minutos que eu estava lá parada, curtindo a fila aumentar e divagando se eu conseguiria sentar na minha cadeira preferida, até que ele finalmente chegou! - na verdade, eles chegaram. Dois ônibus, como sempre, um atrás do outro.

Vi todas aqueles trabalhadores-cansados-e-descontentes descendo, um a um, do primeiro ônibus, até que foi a minha vez de ficar descontente - porque cansada eu já estava, e trabalhadora eu já sou -, ao notar que uma senhora muito da sacana simplesmente se acomodou na minha cadeira preferida. Fiquei puta da porra - agora reflitam sobre minha sanidade, eu deixo.

Pois bem. Completamente desolada - e aqui eu insiro gramas e mais gramas de puro melodrama -, fiquei matutando sobre qual lugar eu sentaria no ônibus, prestando atenção no segundo ônibus que havia chegado junto com este primeiro e nas pessoas que desciam dele. Ninguém ficou na minha cadeira, olha que feliz! Daí nem pensei muito, fui em direção ao segundo ônibus - pensando, também, que como o primeiro ia lotado, dada a quantidade de pessoas na fila, o meu ônibus ficaria bem tranquilo e tal.

... mas eu não contava com as Marias da vida. Sim, sim, aquelas da história da ovelhinha que ia sempre com as outras ovelhinhas, sem questionar nada. Vi aquela porrada de gente me seguindo e entrando no meu ônibus, sabe Deus por que motivo, possivelmente porque eu havia entrado nele e apenas isso. Bando de imitões, falei! - notem como eu xingo como uma criança de três anos de idade.

Okay. Consegui minha a cadeira. Mas a historinha de hoje e as pessoas random que me seguiram serviram pra reafirmar minha tese de que todos os seres humanos são completamente idiotas até que se prove o contrário.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro



.cah .but i'm coming home (: diz (01:04):
amizade é isso. é um apanho de maneiras de sorrir - porque rir você ri de qualquer coisa, com qualquer pessoa. sorrir é aquela coisa mais delicada e sensível, que você faz até quando tá triste, e não precisa de uma piada nem nada, só precisa de uma palavra, um perfume, um som, de qualquer coisa que tenha um pouco mais de significado.



quando tu está fazendo amigos, está criando novas maneiras de sorrir. e acho que é por isso que cada amizade tem sua particularidade e importância, sem essa separação de níveis e/ou intensidade. porque são só maneiras e motivos diferentes para sorrir.




quinta-feira, 23 de abril de 2009

segundo corredor à direita.

.de Clarisse

Havia o nome, e havia ela. Os detalhes vieram depois, com o tempo e a convivência - com os minutos infindáveis de conversas sobre músicas e artistas de outras épocas, enquanto dividíamos refrigerantes de cola ou pacotes de bala de hortelã e biscoito; os detalhes vieram das pontas dos dedos - lutando contra os fios de cabelo que teimavam em cair nos olhos, ou escondendo os meio sorrisos; os detalhes vieram com o cruzar de pernas e com as roupas - notei, depois de um tempo, que além do já conhecido-e-gasto jeans desbotado, tinha o costume de andar com todas as estrelas em seus pés; notei, também, que a imagem literal dessa cena - e a imagem de todas as outras cenas - me fazia sorrir -  mas nem tanto pelos detalhes; era mais pelo conjunto em si.

Não preciso dizer que, após essa constatação, houve uma ligeira alteração nos batimentos cardíacos, bem como o nascimento de uma vontade um tanto tola de cantar ou dançar pela rua, distribuindo flores ou apenas sorrisos - estes, um tantinho mais espontâneos que os de costume.

Hoje eu percebo: assim como não havia uma maçaneta que servisse de apoio para qualquer que fosse a decisão de Clarisse, nunca houve culpa nos detalhes que me fizeram descobrir que eu estava apaixonada por ela. Talvez o que aconteceu... apenas tivesse de acontecer. Apenas isso.


don't stop the music

Há um ano atrás eu certamente estaria dançando algum pancadão e bebendo algo de alto índice etílico, sem qualquer preocupação com horário que eu teria de acordar na manhã seguinte ou com o tamanho da minha inevitável ressaca pós-porre-de-vinho.

Hoje, um ano depois, estou me preparando para dormir porque trabalho amanhã. E não é que eu não sinta falta da música e do dançar loucamente, não é que eu não sinta falta da bebida e do cantar alto no meio da madrugada, mas também não fico triste com a mudança. Aquela Carol que corria de salto e ficou com "de, de sainha" na cabeça por semanas ainda existe, ainda consegue correr de salto e ainda é capaz de cantar esse funk randômico - sim, fiquem chocados, crianças -, embora neste exato momento ela possua outras prioridades.

É engraçado. Alguns podem dizer que isso é sinal de responsabilidade e amadurecimento - e talvez até seja -, mas depois da noite gostosa que acabei de ter - comendo uns petiscos aleatórios, caçando felinos na rua, e conversando-rindo com as amigas na praça -, não consigo pensar que a música tenha parado de tocar pra mim, só porque não estou dando uma festa como da última vez.

Hoje o som que toca é diferente - não é aquele pancadão daquela festa, mas ainda assim me faz dançar. Ainda assim faz eu me divertir. Então não, não pare essa música.

para refletir:


Eu posso até estar na pior, mas nunca me deixo abater. Eu sou a Lindsay Lohan e sempre tem uma boate cheia de amigos, DJs, gatinhos (e até umas meninas bonitinhas, vai!) para eu me divertir e esquecer dos problemas.

Qual celebridade você é quando está na pior?



# roubado da amiga Britney, aqui, HAHAHAHAHAH -q


quarta-feira, 22 de abril de 2009

parada


"Enquanto todo mundo fica preso na estação, você fica presa no trem".
-- irmão.


terça-feira, 21 de abril de 2009

pr'aquela que veio

Eu poderia dizer que fico grata ou que tenho simplesmente muita sorte, mas acho que chegamos num nível em que agradecimento nenhum é capaz de traduzir o sentimento - isso que a gente tem e divide a mais de mil quilômetros.

Não, não se trata mais de gratidão. Não se trata de sentir obrigação em retribuir, não se trata de dar valor a algo só porque uma pessoa foi realmente gentil num momento em que você precisou - é algo que vai além; é algo que transcede esse tipo de sensação - que em momento algum é ruim ou pequena ou irrelevante, mas que só não consegue se equiparar a isso que temos agora. Isso que eu sequer sei o nome, mas que eu posso arriscar chamar de amor (ou algo que consiga abranger o termo incondicional em seu significado sem ser ou soar completamente babaca ou vazio ou cego).

Não é um post de resposta, embora possa ser interpretado desta forma. Não é um post de agradecimento, embora ele também esteja repleto disso.

É um post sobre aquilo que eu não entendo, aquilo do qual eu rio ao pensar; um post sobre uma viagem que eu farei e sobre o quanto eu, pequena sentimental que sou, irei chorar ao chegar ao meu destino, mas não por gratidão. Por felicidade, apenas.

Taí. Acho que que descobri o nome disso, afinal.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

da citação

"... não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma?"
Caio Fernando Abreu

Estou cansada das pessoas me olhando torto quando começo a teorizar sobre o sentido da vida numa perspectiva digna dos passos mais incertos de Caio Fernando Abreu ao escrever Os Sobreviventes. Eu não penso realmente que ele me entenderia, mas acredito que ele se aproximaria disso e dos pensamentos potencialmente depressivos que me assolam vez ou outra - ele foi o homem que perguntou-afirmando que "não há nada mais destrutivo do que insistir sem fé nenhuma", afinal -, o que possivelmente o faria me olhar como "bem-vinda ao clube, menine", ou, na pior das hipóteses, como "uma fã obcecada" - o que ainda seria melhor do que a garota com tendências auto-destrutivas.


De qualquer forma, isso não se trata de querer morrer, mas sim de não suportar a idéia obtusa de viver. E, sendo mais específica, se trata de não suportar a idéia de viver sob essas regras, sob essas leis esses conceitos tão sem propósito - porque no fim, com alguma sorte, essa civilização (?) pode ganhar uma notinha em um livro qualquer de história, daqui a alguns milhares de anos, mas, a menos que você pense em algo excepcionalmente revolucionário ou provoque o homicídio de onze milhões de pessoas, você está irremediavelmente destinado a ter sua existência completamente esquecida.
 
E aí voltam todas as pessoas, com os olhares feios e prontas para dizer "oh, como você é pessimista", o que eu nem tento discordar, porque eles têm mesmo razão, sou pessimista desde que posso me lembrar, mas você vai morrer e isso é um fato, você será esquecido e isso é outro fato. No fim das contas, eu chamo mesmo é todo mundo de hipócrita, porque quando você precisa de uma nova perspectiva, o discurso de último recurso é o de que "já que estamos aqui, por que não fazer o melhor, não é?", o que em outras palavras significa "já que tu não pode fugir dessa loucura sem sentido, por que não amenizar um pouco a situação e tentar encontrar alguma lucidez nisso tudo?". 

E aí teríamos a explicação para o motivo de estarmos sempre à procura de alguma coisa que aparentemente nunca está ao nosso alcance: estamos buscando essa tal lucidez, já que não faz absolutamente nenhum sentido viver - você vive para amenizar o fato de que você está vivo, quão lógico isso pode parecer?

De um modo geral, penso que talvez isso tudo, a vida em si, seja uma espécie de karma - você não tenta amenizar nada que não seja ruim, afinal. Mas também só pode ser minha falta de fé - na história, nas religiões, nas pessoas - falando mais alto e influenciando meu ponto de vista. Vai saber. Eu não sei.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

rota número 10

Eu ia escrever um post todo reflexivo, e cheio de blablablas - sobre fé, Deus, a vida, o universo, e tudo mais.

... daí eu vi que o blogger não me deixa excluir, de verdade, blogs que eu optei por jogar fora - o blog simplesmente continua ali, esperando que eu clique sobre seu nomezinho para que ele retorne do limbo virtual - e resolvi comentar aqui essa opção bizarra e aparentemente sem sentido.

Recadinho para o Blogger, então: Não, eu não voltarei atrás na minha decisão.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

das verdades

# Carolina: Acho que vou usar minha blusa da Adidas. É só pra dormir, né? A amarelo ovo, lolz.

# Juliana: Não, põe a verde, Cah. ... Se tu usar a amarela, tu some.





-q