terça-feira, 31 de março de 2009

segundo corredor à direita



-- seção das crônicas ordinárias e dos porta-retratos.





Vítor me aborreceu desde o primeiro momento. E confesso que hoje não sou capaz de lembrar das primeiras palavras que dirigiu a mim - tampouco me recordo de minha resposta a ele -, mas suponho que o primeiro contato tenha sido intenso o suficiente para determinar a maneira como todos os outros encontros (e a relação que se desenvolveu a partir daquela primeira discussão) seriam – fossem eles de natureza sexual ou mesmo fraterna. Vítor foi, possivelmente, o meu melhor amigo. Não importa se ao meu lado na cama, se ao meu lado numa mesa de bar, ou mesmo se sentado em um meio-fio qualquer, enquanto me contava histórias sobre a vida de estranhos. No fim do dia, eram as mãos dele que costumavam afagar meus cabelos até que eu conseguisse dormir.









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